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Crítica: A Era do Gelo – O Big Bang (Ice Age – Collision Course)

era-do-gelo_Cartaz Crítica: A Era do Gelo - O Big Bang (Ice Age - Collision Course)

A Era do Gelo – O Big Bang (Ice Age – Collision Course)

Direção: Mike Thurmeier, Galen T.Chu

Vozes: Ray Romano, Queen Latifah, Keke Palmer, John Leguizamo, Denis Leary e Simon Pegg

Após quatro capítulos (fora os especiais) o novo A Era do Gelo chega apostando novamente no tom cartunesco sem qualquer preocupação (que já não era o forte dos anteriores) com os detalhes e seus contextos históricos, apoiando-se no carisma e humor histérico de seus personagens.

Uma história que acrescenta pouco ao que foi construído até agora mas, está longe de ser um produto que desagrade o público em geral mesmo com o visível esgotamento.

O roteiro de Michael Berg realmente não preza pela lógica, mesmo se analisarmos como um longa de animação (o que já estaria errado fazermos tal distinção).

Se a série abordou grandes eventos geológicos do planeta (assim nem vou entrar no mérito de misturar humanos e dinossauros no mesmo mundo, por exemplo) é visível que a ameaça de asteroide em rota de colisão com o planeta, não somente aposta novamente na fórmula da extinção das espécie como, em sua resolução, se mostra típica de desenhos para solucionar um problema de tão grande magnitude (como grandes pedras rolando montanhas abaixo, tampar buracos com os dedos e outras coisas típicas de clássico como Papa-Léguas).

Vivendo tranquilamente suas rotinas familiares, os mamutes Manny e Ellie agora têm que encararem o fato de que a filha decide sair de ‘casa’ para viver junto com o namorado, enquanto Sid está às turras para encontrar um amor verdadeiro. Entretanto, a ameaça de colisão de um asteroide com o planeta que pode exterminar todas as formas de vidas, faz com que a trupe parta em uma viagem para impedir tal desastre liderados pelo personagem Buck, que reaparece na trama (este, um típico personagem como Pica-Pau ou Pernalonga: por vezes louco, mas genial, que ainda se veste de mulher).era-do-gelo_final Crítica: A Era do Gelo - O Big Bang (Ice Age - Collision Course)

Apostando no ritmo ágil das gags protagonizadas principalmente pelo personagens secundários, o roteiro insiste novamente em diversos personagens ao mesmo tempo. Assim, mesmo com algumas piadas funcionando, o filme não fica imune aos excessos, principalmente quando ao inserir novos elementos, ainda traz consigo um mundo novo – no caso uma espécie de Shangri-La lisérgica, com estéticas geométricas, com toque de contos de fadas, liderada por uma afetada Lhama.

(Lembrando que o esquilo Scrat, mais uma vez, rouba todas as cenas com seu desespero por sua fatídica noz, onde sua desajeitada busca tem novamente reflexos diretos na trama do filme).

Claro que apesar de tudo a animação mantém a qualidade. Todos os detalhes dos personagens saltam aos olhos e diferem bem um do outro mesmo sendo da mesma espécie, como podemos constatar através do olhar das personagens femininas como os mamutes fêmeas Ellie e Peaches, ou a tigresa Shira com seus piercing dando certo charme a personagem.

A fotografia aposta nas cores fortes ao apresentar os diversos lugares e nas tradicionais para demonstrar o mal, como visto na aparição das criaturas aladas que, ao surgirem do fundo da Terra, têm uma cor roxa que se sobressai (cor esta normalmente associada ao “fúnebre”). Assim como a transição entre as sequências que se passam no espaço protagonizado pelo esquilo Scrat, onde particularmente a primeira, é feita por uma bonita elipse entre a luminosidade de uma floresta se transformando nas estrelas.

Diferentemente dos longas da Pixar, Era do Gelo foi aos pouco sendo consumida pelo própria repetição e cópias que acabam puxando para o comum. Não que isso o torne um mau filme, pelo contrário, tem suas qualidades mesmo com seus excessos. Mas é inevitável que a esta altura a repetição não faça tanto barulho como uma obra cinematográfica com seu final com certo moralismo, clichês novelescos e mensagens de amizades e relacionamentos que somente farão ecos nas mentes dos mais jovens.

Observações: lembrando que no original o título é Collison Course, literalmente ‘Curso de Colisão’ e não o errôneo Big Bang (a menos, claro, que a distribuidora daqui tenha posto este subtítulo por questões de onomatopéia, que seria infamemente triste).

O 3D, mesmo sendo usado exclusivamente para chamar a atenção nas cenas, não incomoda e se torna orgânico na medida do possível. As dublagens apelam para a vala comum das gírias e apostam em termos ‘está tranquilo, esta favorável’. Assim como deve-se comentar o equivocado trabalho de Tadeu Melo novamente interpretando o personagem Sid.

Cotação 3/5

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Avaliação
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Rodrigo Rodrigues

Amante inexperiente da sétima arte, crítico por insistência, mas cinéfilo acima de tudo. Descobriu, ainda jovem, certos diretores como Sergio Leone, Billy Wilder, Fellini, Bergman, Antonioni, Scorsese e sua vida nunca mais foi a mesma. Acredita que a empatia, diálogo e o respeito ao próximo é a maior arma contra o fundamentalismo da sociedade conservadora e fundamentalista de hoje.

2 comments

  • Ticiane Dias:

    eu amei o primeiro filme… o 2 é legal… o 3 começa a cair… o 4 descamba… veremos o que sai desse 5, se bem que pela sua crítica nao parece grande coisa

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo M Rodrigues:

      Ticiane,
      Obrigado pelo comentário.

      Acredito que este novo não vai é tão mal. Tem coisas que acho que tenho que mencionar, mas o ideal é que vá ver o filme. Sua opinião é que vai engrandecer a discussão

      Te aguardo, caso deseje, e apos ver o filme, que possa voltar aqui e discutirmos o longa.

      Abraço,

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