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Resenha: It – A Coisa

Título: It (no Brasil: It: A Coisa)

Autor: Stephen King

Editora: Viking Press (no Brasil: Suma de Letras)

Ano: 1986 (no Brasil: 2014)

Páginas: 1103

Agora é a vez do mestre do horror: o cultuado – pelo menos por muitos, né? – autor, Stephen King. Com mais de 50 – cinquenta! – livros publicados, o escritor ganhou o coração de milhões de pessoas ao redor do mundo. Conhecido pelo seu talento para o terror, muitos o apontam (inclusive eu) como um grande criador de personagens. Personagens humanos, sensíveis, cujas histórias importam, cujas dores sentimos e cujos medos tomamos. E é sobre um grupo de personagens incríveis que It é. Sobre seus medos. Sobre a amizade.

Ok, ok. Sobre o Pennywise também. Sim, aquele palhacinho que põe medo em todo mundo (até na gente, admitamos!).

Pennywise_Evil_Grin Resenha: It - A Coisa

Imagem retirada do filme It (1990).

Mas por que tratar deste clássico agora?, você pode se perguntar. Bom, a hora não poderia ser melhor. Os mais antenados sabem – e os que não são tão antenados agora saberão – que uma nova adaptação do livro está sendo produzida e a primeira de duas partes será lançada dia 08/09/2017. Falta um tempinho, sim, mas até lá talvez você crie coragem para enfrentar essa verdadeira bíblia, que você promete que um dia lerá (nada pessoal, meu querido leitor! Nada pessoal!). Brincadeiras à parte, há também uma adaptação para televisão lançada em 1990 (no Brasil: It – Uma Obra Prima do Medo). Para quem quiser conferir, é muito elogiada, mas eu, sinceramente, não curti. Aqueles efeitos especiais meio tosquinhos e aquela trilha sonora de muitos filmes dessa década (musiquinha de metal para gangue chegando e tal).

Movie-web Resenha: It - A Coisa

Bill Skarsgård protagonizará o icônico Pennywise em It (2017). Imagem retirada do site MovieWeb.

Enfim, deixemos o cinema e a televisão para os caras daqui que falam disso, que eles têm mais propriedade (qualquer coisa, só perguntar <3). Vamos ao calhamaço, né?

A história se passa em Derry, cidade do mal, lar do Pennywise, que é uma entidade que representa e personifica o mal em si. Aliás, isso é algo bastante presente nas histórias de Stephen King; se você não é lá muito fã dessa dualidade bem e mal talvez seja melhor dar a volta pelas obras deste autor. Agora, se gosta das coisas bem definidinhas, bem no bem, mal no mal, vem com a gente. Enfim, nessa cidade acontece as coisas mais loucas e improváveis que você pode pensar. A galera literalmente pira lá. Fato interessante: aquela historinha que passa no passado de 11.22.63 (no Brasil: Novembro de 63) de um cara matando a família toda é citada no livro e se passa em Derry. É uma das coisas menos cabulosas que acontece no local.

Sentiu o drama, né?

Conhecido nosso cenário e nosso inimigo, falta apresentar os mocinhos, o Clube dos Perdedores, formado por Bill Denbrough, o Bill Gago, protago-go-go-go-ni-ni-nista da história; Ben Hanscom, o gordinho gente boa, Bev Marsh, a crush da galera; Richie Tozier, o engraçadinho; Eddie Kaspbrak, um menino superprotegido pela mamãe; Mike Hanlon, o cara que depois reúne o clube depois; e Stan Uris, um judeu – que é um tipo de personagem característico que parece que não pode faltar em histórias estadunidense. O grupo demonstra uma boa visão que o Stephen King tem sobre a amizade na infância e a inocência que ela pode ter, mesmo em meio à maldade (no caso, Derry). Essa visão é muito expressa no filme baseado em um conto do autor, Stand By Me (no Brasil: Conta Comigo), de 1986. Este eu indico!

image_1606210718 Resenha: It - A Coisa

Imagem do suposto elenco que protagonizará o “Clube dos Perdedores” publicada no Instagram @finnwolfhardofficial.

A história de It se divide basicamente em duas partes: uma primeira, na qual todos são crianças e possuem o primeiro encontro com a maldade (lê-se: Pennywise), tentando confrontar essa entidade e mostrando o verdadeiro significado da palavra coragem; e uma segunda parte, na qual todos regressam para Derry sem saber muito bem o motivo, mas lembrando que precisam terminar o que havia começado (lê-se: acabar com a raça do tal Pennywise). No mais, o livro tem muitas passagens malucas e umas ideias completamente abstratas e meio sem sentido envolvendo uma tartaruga que vomita o universo (Stephen King tem um apreço grande por tartarugas ao que se parece) e também histórias paralelas muito legais para criar a aura da tal cidade.

No geral, It é um livro clássico do autor que demonstra seu romance com a literatura de terror – à qual sempre é associado – e que traz a imagem do icônico palhaço Pennywise, que fez escola ao redor do mundo em pegadinhas e contos. É uma obra muito grande, sim, mas que vale a pena, principalmente para quem já conhece e gosta do autor; um trabalho muito bem elaborado e complexo, que requer tempo, mas retribui com emoção e um enredo fabuloso.

Desçam vocês também, pois todos flutuamos aqui embaixo!  (Pausa para risada maligna.)

O livro está à venda na maioria das livrarias do país, mas vale a pena dar uma pesquisada antes, pois o preço varia muito de uma para outra.

E vocês, o que acham de Stephen King? Já leram It? Curtiram? Puxe um banco e se sentem e deixem suas dicas e seus comentários. A casa é de vocês e para vocês, queridos leitores.

Até a próxima!

 

Avaliação
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Matheus Mundim

Economista por formação e escritor por insistência. Acreditava que devíamos nos envolver com a ficção, pois as verdades da vida nos levariam à loucura. Enlouqueceu acreditando nisso.

11 comments

  • Darth Vader:

    livro maravilhoso, 1000 páginas de tensão e medo, foi a obra que catapultou o King pro apice do reconhecimento, pena que nao conseguem fazer um filme a altura, eu nao gostei do filme novo tb, mas eh melhor que o dos anos 90

  • Roseane:

    hahahaha vim atras da critica do filme e cai aqui nem sabia que tinha livro disso, vai ter critica do filme? to ansiosa

  • Franklin:

    Mestre King sempre nos brinda com excelentes obras… It marcou minha juventude e apesar do filme não ter sido muito bom, estou com MUITA expectativa pro que ainda está por vir… sem falar em Torre Negra, que nas telas vai ficar fantástico – tenho fé kkk

    • Matheus Mundim
      Matheus Mundim:

      Tem acompanhado as notícias? As equipes parecem estar bem engajadas com o projeto!

    • Franklin:

      acompanhando e torcendo rsrs

    • Roseane:

      Torre Negra, infelizmente, foi um fiasco como filme 🙁

  • Evaristo:

    King pra mim é uma eterna ansiedade que nunca se confirma… nao li a saga da Torre Negra, mas os demais, tirando exceções como o citado Carrie, se mostram livros legais, e nada mais que isso. It é mais um desses.. bacaninha, tem certo clima, mas se arrasta demais, chega a perder o foco, e no fim tem uma explicação mirabolante pra algo que podia ser mais bem resolvido. Sim, podem me julgar por não gostar do ídolo de vcs rsrs

    • Matheus Mundim
      Matheus Mundim:

      Que isso hahaha. Não será julgado! Deixe sua dica pra próxima e continue acompanhando que uma hora acerto hahahaha. Valeu pelo comentário!

  • Chefinho:

    cara aquele filme é bem tosco mesmo… e se arrasta, não é empolgante… acho o King bom em suas obras-primas como Carrie, mas no geral acho ele mais ou menos, ou mediano. Deve ser normal, nao sei… mas muitos idolatram ele e o colocam acima do que ele é realmente. Em Cemiterio Maldito por exemplo, ele tenta criar um climao e tals, e não consegue… o que eu penso do King é mais ou menos o seguinte: ele tem excelentes ideias, mas nem sempre as executa em alto nivel.

    • Rolf Seitz:

      Tb acho que ele nao justifica a fama… é bom em algumas obras, e abaixo da media em outras…

    • Matheus Mundim
      Matheus Mundim:

      Comecei a ler Stephen King pela Torre Negra, considerada seu Magnus Opus. É uma saga diferenciada, com um plot muito legal. Mas o próprio Stephen King se coloca como um autor apenas “competente”. Carry estorou e o filme “O Iluminado” ajudou muito na sua carreira… mas trabalhar muito, ele trabalha haha. Valeu pelos comentários, caros! Até a próxima semana.

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