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Crítica: Jogador N°1 (Ready Player One)

Direção: Steven Spielberg

Elenco: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Lena Waithe, Ben Mendelsohn, Philip Zhao, Win Morisaki, T. J. Miller, Simon Pegg, Hanna John Kamem, Susan Lynch, Ralph Ineson e Mark Rylance.

Nota 3/5

Caso dirigido por outro diretor, Jogador N°1 fatalmente poderia ser acusado de pedante ou até mesmo uma obra sem alma por basear sua forma somente em moldes e elementos específicos que marcaram o cinema em décadas passadas; mas, estamos falando de Steven Spielberg – responsável pela reformulação do gênero ficção e fantasia nos anos 70, 80 e até 90 com obras do porte de Contatos Imediatos, E.T e Jurassic Park. Portanto, é mais que divertido que o diretor reassuma a veia artística que o marcou no passado ao inserir o espectador num universo complexo como um rejuvenescimento de conceitos fantasiosos e tecnológicos, mesmo que hoje não soem tão originais através de avatares e realidades virtuais como num grande vídeo game.

Em 2044, o mundo vive uma distopia tecnológica onde a sociedade é mais que refém das grandes corporações; onde o universo virtual do jogo OASIS, criado por James Halliday (Rylance, um pouco deslocado no papel de gênio da tecnologia, obviamente inspirando contextualmente em Steve Jobs, mas ainda emanando fragilidade ao personagem), serve como uma fuga e prisão social, cuja população se habituou a conviver com a miséria e falta de relacionamentos dentro de suas falsas realidades sem que propriamente tente resolver o problema ocasionado pela tecnologia, vista como uma fonte econômica mundial.

numero_1_cartaz Crítica: Jogador N°1 (Ready Player One)Mas logo após sua morte, Halliday deixa um desafio escondido no mundo virtual e os jogadores partem em busca das chaves que resolverão o quebra cabeça e consequentemente obter toda a fortuna de Halliday e o controle da companhia. Assim conhecemos o jovem Wade (Sheridan), vivendo numa espécie de lixão na cidade de Columbia, aceitando o desafio ao mesmo tempo em que precisa lidar com o vilão corporativo personificado na figura de Sorrento (Mendelsohn).

Para isso, o protagonista contará com a ajuda de Art3mis/Samantha (Cooke), Aech/Helen (Waithe), Sho (Zhao) e Daito (Morisaki) na batalha tanto no mundo virtual quanto real. Estruturalmente eficiente, a direção de Spielberg consegue manter a dinâmica e principalmente vitalidade das cenas dentro desta salada destes mundos, sem que se torne cansativo. Mas é nas sequências passadas no mundo real que resgatamos um pouco da essência de obras juvenis que o diretor produziu nos anos 80, como Goonies (dirigido por Richard Donner) por Jogador N°1 também ser uma espécie de caça ao tesouro e amadurecimento dos personagens, acrescido pela diversidade sexual pela presença da personagem Helen (interpretada pela atriz Lena Waithe que é assumidamente lésbica).

O diretor não economiza nas iconografias desde seus segundos iniciais, tornando o filme numa ode à cultura pop e ao cinema de uma época que ele era o verdadeiro Midas de Hollywood. Alguns momentos são verdadeiras exaltações e homenagens a aqueles universos, ainda servindo como um belo exercício cinematográfico para as novas gerações, como a ótima sequência passada no hotel de O Iluminado e a perseguição de carros no início do filme onde revemos o saudoso DeLorean voador de De Volta para o Futuro (apresentando de maneira reverencial e ainda com uma pequena e bem bolada pitada do famoso seriado Super-Máquina) sendo perseguida pelo King Kong e o Tiranossauro de Jurassic Park – isso sem mencionar que a trama envolve o termo Rosebud, famoso por Cidadão Kane e a bela encenação remetendo a clássica cena de Os Embalos de Sábado à Noite ornamentado pelo multicolorido, engrandecendo a dança.

Assim é elogiável o design de produção (realçado pela palheta de cores dessaturada) ao transformar o local onde mora Wade numa grande favela vertical como um depósito de vidas indigentes e contêineres aglomerados cujos últimos recursos são levados pela tecnologia em busca de upgrades como um vício ilusório para uma vida melhor. Aliás, mesmo baseado nas referências, o filme se sobressai e deixa uma lacuna quase impossível de ser preenchida sobre o fato de tais elementos serem usados sem uma grande preocupação com a história e estarem ali de maneira aleatória – admito ser um exercício bem complicado de fazer. E mesmo que por momentos a trama se torne confusa ou com um excesso de informações que atrapalham como a questão do Orbe e o planeta Doom, acredito ser insuficiente para impedir que apreciemos o espetáculo visual sem limites da equipe de efeitos especiais.

E se de maneira macro, a direção atinge seu objetivo de emular o mundo virtual como, por exemplo, uma atualização de Tron (1982), é nos detalhes que a direção demonstra grande conhecimento sobre o assunto como o fato dos personagens, quando “morrem” no mundo virtual, se desfazem em moedas (um padrão para os jogos eletrônicos desde os anos 90); assim como é interessante que a companhia rival se chame IOI (remetendo aos “zero” e “um” binários básicos da informática) e o uso do conceito Easter Eggs (nome dado às pequenas e quase secretas informações escondidas nos filmes e jogos) de maneira literal como mais uma homenagem ao mundo Geek. Claro que seria desonesto não dizer que boa parte da identificação do filme saia dos elementos que, para um espectador pouco familiarizado com tais referências, faça o filme soar  apenas com um amontoado de cenas de personagens sem sentido e consequentemente trazendo um prejuízo a identificação com o filme. Inclusive, admito, que alguns destes elementos voltados para conceitos ou obras orientais, por exemplo, eu não consiga identificar por ignorância e desconhecimento (ou fator idade mesmo). Mas ainda assim, é possível admirar a obra por seu dinamismo e visual.

Até porque, é elogiável que a direção transite as tais referências por todos os anos 70, 80, 90 e 2000 sem que alguém possa ficar “desamparado”, principalmente quando o filme aborda os jogos eletrônicos (assim, como cresci nos anos 80 foi fácil me identificar com uma gama de jogos dos primeiros consoles caseiros e os jogos dos arcades dos anos 90 que ainda servem a narrativa, como o fato do jogo Adventure – um dos mais famosos jogos do Atari – ser visto com uma importante peça para resolução da trama).

Ratificando que ele as usa de maneira fluida sem que sirvam somente para o público exercer sua memória afetiva. Claro que, devidos a alguns momentos, é clara a intenção da direção causar tal sentimento, como podemos comprovar nos planos que remetem a personagens como Robocop, Tiny Toons, Street Fight, planos idênticos de Hill Valley do mesmo De Volta para o Futuro, movimentos de câmera vistos em Senhor dos Anéis, um funeral baseado em Star Trek e até mesmo usar um elemento de terror (Alien) para fazer humor (mas ainda usado de maneira orgânica e respeitosa). Isso sem contar com o clímax do longa fazendo uma alusão a batalha final do Episódio II de Star Wars (série que Spielberg produziu com George Lucas e inacreditavelmente não conseguiu os direitos de imagem). Até mesmo o ambiente familiar de Wade é usado como referência ao mundo pop, uma vez que, assim como Peter Parker ou Bruce Wayne, ele é órfão e vive numa ambiente quase sem ligações paternas. Inclusive, em outros momentos, é interessante que a direção, mesmo dentro de um caldeirão de citações ainda encontre um tempo para delicados momentos que expandem (ou aumentam) ainda mais a empatia por alguns personagens, como visto na presença do Gigante de Ferro cuja animação de 1999 ainda marca os corações de quem o assistiu (aqui acrescido com um toque de O Exterminador do Futuro 2).

Mas nem tudo é perfeito, e por vezes Jogador N°1 soa pouco aprofundado ao apresentar suas discussões contemporâneas que tenta abraçar por não aparentar tão equilibrada ou até mesmo engolida pelo visual do filme e até mesmo pelo desenvolvimento dos conflitos dos personagens, como a questão da segurança por não sabermos quem realmente esta do outro lado, o envolvimento amoroso de Wade que caminha aos poucos para um romance previsível e até mesmo a presença de Ben Mendelsohn como o típico vilão que pouco assusta.

Fora que a obra perde uma boa oportunidade com a personagem de Olivia Cooke por ela manter certo ar de mistério no início (e assim criarmos certa expectativa com sua aparência não corresponder à delicadeza e força de seu avatar e consequentemente engrandecer o debate sobre diferenças) para apenas surgir de maneira igualmente maneira doce (e forte como seu avatar) na pele da ótima atriz cujo único conflito com a aparência é uma sinal de nascença no rosto. E se o roteiro baseado na novela de Ernest Cline mesmo não chegando a comprometer a obra com tais elementos, porém, acaba se tornando expositivo e previsível, como a questão do “salto” que Halliday não deu e uso de termos como “A Realidade é Real” denunciando o pouco desenvolvimento para o tema. E a trilha sonora, mesmo que não soe tão diegética, como por exemplo, visto em Os Guardiões da Galáxia, por simplesmente jogar na tela os clássicos dos anos 80 a pleno ouvidos (Van Halen, Tears for Fears e sons de sintetizadores) somos possíveis de compreender a intenção de ambientalizar o público ainda mais naquela atmosfera.

Em seu desfecho somos transportados a uma gama de recordações com alguma dose de sentimentalismo e exaltações sobre o valor da amizade como revisitássemos uma obra de 30 anos atrás durante uma reprise na TV. Portanto, Jogador N°1 é uma viagem às nossas lembranças e que devemos tratá-las sempre desta maneira.

Avaliação
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RodrigoRodrigues-144x144 Crítica: Jogador N°1 (Ready Player One)

Rodrigo Rodrigues

Amante inexperiente da sétima arte, crítico por insistência, mas cinéfilo acima de tudo. Descobriu, ainda jovem, certos diretores como Sergio Leone, Billy Wilder, Fellini, Bergman, Antonioni, Scorsese e sua vida nunca mais foi a mesma. Acredita que a empatia, diálogo e o respeito ao próximo é a maior arma contra o fundamentalismo da sociedade conservadora e fundamentalista de hoje.

18 comments

  • Defrag:

    assisti e gostei muito! o bom e velho Spielberg está de volta! parabens pela critica!

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Defrag
      Bem vindo
      O diretor realmente acendeu sua chama dos anos 80. Mas devemos lembrar que Spielberg (ou outro qualquer) sempre procura evoluir em seus filmes.

      E antes de mais nada, devo agradecer imensamente o elogio dado ao texto.
      Abraços

  • Pedra no Rim:

    o que eu acho bacana em tempos de Bushes, Maduros, Trumps, Cháves, Berlusconis, Lulas, Dilmas, Têmers, Aécios, ACMs, Sarneys, Collors, Cunhas, Maias, Calheiros, etc, em que tudo que é errado é colocado de escanteio ou tratado de forma “aceitavel” por quem admira pessoalmente essas figuras (sim, tem quem admira PESSOALMENTE esses malditos políticos, isso pra mim é o fim do mundo), é que filmes com temáticas como essa sempre nos mostram que não importa o quao um político/lider/governante possa fazer uma ou outra coisa “boa” (o escambau, é obrigação deles), se ele ainda assim faz coisas erradas, é corrupto (em qualquer grau), se oprime seu povo (com ou sem violência), ele TEM que ser combatido (em qualquer sentido, mas na vida real a violência não é recomendável, a não ser em casos de guerra civil), o sistema desse(s) político(s) TEM que ser combatido, ele(s) não pode(m) ser aceito e até louvado se fez algo ERRADO, isso tem que acabar, principalmente aqui no Brasil, onde vemos de um lado gente que ignora tudo que o PT fez de errado, toda corrupção, e ainda quer eles de volta ao poder, e segue o Lula como se ele fosse um profeta bíblico, enquanto do outro lado tem gente que sinceramente acha que só o PT faz coisa errada, posta todo dia em seu face coisa contra o Lula, a Dilma e o PT, se diz “cidadão de bem” mas por alguma incongruencia INACREDITAVEL acha o Temer e o Aécio aceitável, vc não vê UM post contra os tucanos por exemplo, aliás depois de 30 anos governando Sao Paulo essa gente acha que Sao Paulo está bem???… como esses dois comportamentos são aceitáveis??? ALGUEM ME EXPLICAAAAaaaaaa essa indignação seletiva, em que se acredita que há dois lados (esquerda/direita) em que um é melhor que o outro (kkkkkkkkk doce ilusão) e simplesmente se esquece do que o “seu” lado fez de errado?

  • Sílvio Procura:

    filme maior chato, só tem referencia, referencia, referencia, meu Deus hj em dia pelo jeito mais vale referencia do que roteiro… galera pira nas musicas e filmes dos anos 80 e parece que esquece que o personagem é um boboca com o qual ninguem se identifica, as “lutas” dos personagens sao rasas como um pires e a historia em si alem de clichê é boboca tb…

  • Trab Alhista:

    Boa crítica. Vi varias por ai desdenhando do filme so pq nao eh algo original ou jamais visto na historia do cinema hahaha. Enalteço seus elogios: se tratando de uma trama sobre realidade virtual, é natural esperar que os efeitos especiais sejam de primeira qualidade. Mais um ponto para o diretor, que ao lado de sua equipe técnica, constrói uma experiência visual muito boa. Assistir em IMAX torna a imersão ainda mais impressionante. A trilha sonora, composta por Alan Silvestri, e que inclui A-ha, Bee Gees, Van Halen, dentre tantos sucessos dos anos 80, é outro ponto positivo. Os personagens são bem escritos e causam empatia, levando o público a torcer pelo protagonista. O antagonista Nolan Sorrento merecia um final melhor, que acabou ficando um pouco distante da sua trajetória. O elenco é talentoso e entrega boas atuações, porém, sem nada muito memorável.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Trab alhista
      Bem vindo
      Obrigado pelo elogio.
      Originalidade realmente não era a intenção do filme. Devemos lembrar que o filme deve ser analisado pelo ‘como ele é” e não ”sobre o que ele é”
      O final dado ao vilão realmente decepcionou pela simplicidade.

      Abraços e espero que continue a ler nossos textos

  • Wix:

    a trama do filme não é das mais originais (uma espécie de Gamer cruzado com One Piece), no entanto a execução do filme contorna isso de outras formas. A começar pela tonelada de referências que vão desde Gigante de Aço até O Iluminado. São easter eggs e mais easter eggs que provavelmente você continuará descobrindo depois de quatro, cinco vezes assistindo. E todos são inseridos de forma bastante natural, enriquecendo a trama e não a atrapalhando. Jogador Nº 1 não é um filme perfeito, mas cumpre mais do que bem seu papel, criando um universo admirável, personagens divertidos e uma série de referências que garantem sua constante atenção. Mesmo não sendo uma adaptação de jogos de vídeo game, é o filme que mais acerta ao tratar sobre o tema.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Wix
      Bem vindo
      O filme realmente é um deleite para os fãs e suas referências. E acima de tudo respeitoso, que é o mais importante
      Abraços

  • Jogador Nº 2:

    Mesmo que indiretamente, Spielberg faz uma crítica as grandes corporações industriais do universo da cultura pop. Enquanto milhares de fãs fazem enormes sacrifícios para vencer os desafios, empresários só estão interessados na renda que aquele jogo terá. Sorrento pode não ter sido baseado em uma pessoa real, mas certamente pode ser encontrado por aí.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      JOGADOR Nº 2
      Bem vindo e obrigado pelo comentário
      Realmente tem um crítica o mundo corporativo e sorrento é mais real que aparenta.
      Abraços

  • Tiaguinho:

    Cara… um dos meus jogos preferidos no Atari era justamente ADVENTURE. Nunca zerei, e muito menos descobri o nome do cara no jogo (lembro de pegar aquele pontinho e nunca ter descoberto o q teria q fazer com ele). Porém, o q me faz gostar desse filme é o toque Spielberg de contar histórias. De uma forma digna, afetuosa, aventuresca e mágica ao mesmo tempo. Da uma sensação de acolhimento. Objetivamente, nao saberia dizer pq, mas q falta esse cara vai fazer quando morrer. Um filme de entretenimento despretensioso sem grandes mensagens, críticas políticas ou coisas profundas. Tá longe de ser o melhor dele, mas muito agradável de assistir.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Tiaguinho
      Bem vindo
      Obrigado pelo comentário. Realmente não pode ser o melhor filme, claro. Mas recuperar um pouco daquele Spielberg de antigamente.
      Abraços

  • Dunha:

    O filme é divertidíssimo. Efeitos sensacionais e cresce no final. O único defeito é a narrativa e o excesso de explicação, mas ok por ser um filme juvenil. Só fiquei frustrado de nao mostrarem aquele personagem-caveira na vida real, pensei q fossem fazer um cameo de um gamer famoso.

    • Osmarosa:

      Qd vi que Jogador Nº 1 viraria um filme, fiquei cabreira. Os direitos da produção foram comprados antes mesmo do lançamento do livro. Após o trailer, tive certeza que iria me decepcionar. Entretanto qd terminou não conseguia parar de encarar os créditos, desejando que começasse tudo de novo. É muito prazeroso quando não encontramos algo para criticar em um filme. O enorme talento de Spielberg somado ao roteiro de Ernest Cline resultou no que pode ser considerado um dos melhores filmes do ano até agora – ou o melhor. Uma das melhores características do filme é o fato de não ser destinado a um público específico. As crianças podem não entender referências, mas certamente ficarão encantadas com os gráficos do OASIS. Os adultos por sua vez, talvez não achem o jogo tão divertido, mas irão ter uma grande e gostosa onda de nostalgia. Os jovens ficarão no meio termo. Enquanto entendem alguns dos easter eggs, se surpreendem com a fotografia do filme. Spielberg não poderia ter feito algo melhor!

  • Ricardo Melo
    Ricardo Melo:

    Opinião pessoal.
    “Jogador nº1” não é do pedestal dos grandes clássicos de Spielberg como “Tubarão”, “E.T.”, “Lista de Schindler”,”Indiana Jones” ou “Contatos Imediatos”, eu acho que ele não volta mais lá, mas é uma diversão e escapismo legal. Apesar da overdose de CGI, tem uma estória bacana que te cativa até o final. Pode não ter referências a Star Wars, mas tem uma de “Caçadores”, escondido em algum lugar do filme, que aparece bem mais no final. No mais, uma ótima diversão, pra quem quer sair destes filmes de super heróis chatos que aparecem toda hora.

    O filme é cativante, tem trilha do Alan Silvestri (da Trilogia De Volta para o futuro), que tenta emular um pouco de John Williams, o preferido de Spielberg, mas que tem feito cada vez menos trabalhos. Outro ponto positivo é a trilha sonora cheio de clássicos dos anos 70,80 como Blondie (sim, uma delícia), Van Hallen, Twisted Sister, Billy Idol, Duran Duran, Depeche Mode, A-ha….não dá pra sair do filme sem um sorrizão no rosto.

    Nota 4 de 5

  • Afranio:

    parece bom o filme… pelo que li trata-se do melhor filme do Spielberg desde Lista de Schindler, confere?

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Afrânio,
      Bem-vindo.
      O filme é bom, tem sua aura saudosista pelas referências, mas não é algo que podemos dizer como o melhor filme de Spielberg desde “A Lista de Schindler”. Até porque temos, neste intervalo, filmes como “O Resgate do Soldado Ryan”, “Munique”, “Tintim” e até mesmo “Guerra dos Mundos’.

      Abraços

    • Dunha:

      Ultimo grande filme dele foi Resgate do Soldado Ryan. Depois disso teve bons filmes como Munique, Guerra dos Mundos e Nº1… mas grande filme mesmo, Ryan, e parou ali.

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