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Star Trek – Uma jornada além das estrelas – Parte 7

Star Trek: Voyager… uma jornada perdida no espaço!

A franquia Star Trek havia atingido sua maturidade nos anos 90, com a passagem de bastão da tripulação clássica para a Nova Geração (ST: TNG) nos cinemas e a consolidação de Deep Space Nine na TV. Mas a Paramount (detentora dos direitos da franquia) viu que sua galinha dos ovos de ouro poderia dar muito mais. Por duas temporadas, ST: TNG, foi transmitida simultaneamente com DS:9. Com o fim da Nova Geração, a Paramount resolveu arriscar e encomendou ao chefe da franquia, Rick Berman, a criação de mais uma série de TV, com uma temática diferente das anteriores. Berman juntou-se a seu produtor associado Michael Piller e à produtora Jeri Taylor, e montaram uma série na qual a principal personagem seria uma mulher no comando de uma nave da Federação, nascia assim Star Trek: Voyager.

A Paramount tinha muito interesse em uma nova série, para que fosse carro chefe de seu novo canal de TV, a UPN (United Paramount Network), que se tornaria a sexta maior rede nacional de TV dos EUA. Uma ideia que o estúdio já havia planejado nos anos 70, quando tentou lançar sem sucesso o canal Paramount Television Service, cujo carro chefe seria o retorno da tripulação da série clássica em um novo seriado chamado Star Trek: Phase II. Assim o estúdio deu sinal verde para produção de Voyager, planejando o lançamento para 1995, quando se daria a estreia do canal. Lembrando que tanto ST: TNG quanto ST: DS9 foram lançados direto no sistema de Syndication.

O piloto e uma temporada completa de Voyager foram encomendados. Internamente, os Studios Paramount Pictures passavam a fazer parte do conglomerado de telecomunicações da Viacom, ao serem adquiridos por (míseros) U$ 10 milhões. ST: Voyager  foi o primeiro produto da TV desta fusão, o que representava um investimento muito alto e importante na época.

A nova série mostraria uma nova nave, a USS Voyager, visitando uma região inexplorada da nossa galáxia, com uma aventura por semana. A série amarraria pontas com suas antecessoras TNG e DS:9 ao se passar no mesmo período de tempo. A premissa inicial seria a USS Voyager indo perseguir uma nave de mercenários maquis, porém um antigo alienígena conhecido como Guardião transportaria as duas naves para o Quadrante Delta, 70 mil anos-luz no outro lado da galáxia. No processo, vários membros da tripulação da Voyager seriam mortos, incluindo seu primeiro oficial, piloto, engenheiro chefe e oficial médico, junto com todo a equipe médica. Por fim, as duas tripulações, maquis e a da Frota, acabariam se unindo na Voyager, na tentativa de retornar à Terra, em uma viagem que levaria 75 anos. A série mostraria, então, a Voyager encontrando novas civilizações e novos contatos, e explorando um novo quadrante com a tentativa de encurtar a viagem de volta. E é claro que não podemos esquecer que o quadrante Delta é a região da galáxia onde fica a temida raça Borg!

Para a Capitã Nicole Janeway, da USS Voyager, foi escolhida a atriz canadense Geneviève Bujold. Entretanto, a atriz acostumada a produções de cinema, não se habituou com o dia a dia de filmagens diárias na TV e o grande assédio por fazer parte da franquia Star Trek e acabou desistindo do papel, após o segundo dia de filmagens. Assim, foi chamada a atriz americana Kate Mulgrew, e o nome da Capitã foi alterado para Kathryn Janeway, por sugestão da própria atriz.

Os outros personagens que compõe a tripulação: Comandante Chakotay (Robert Beltran), um ex-oficial da Frota e descendente de indígenas americanos, que se junta à causa maqui e acaba se tornando o primeiro-oficial da Voyager. Tenente Tuvok (Tim Russ), segundo oficial e oficial tático da nave, é um vulcano com várias habilidades. Tenente Tom Paris (Robert Duncan McNeill), um ex-maqui arrependido, que se infiltrou no meio deles. Na Voyager, é um auxiliar direto de Janeway. Tenente B’Elanna Torres (Roxann Dawson), maqui que se torna Oficial-Chefe da Voyager, é uma mestiça de Klingon com humano. Alfere Harry Kim (Garrett Wang), oficial de operações da nave. O Doutor (Robert Picardo), médico holográfico da nave que é usado após a morte do oficial médico no piloto da série. A tripulação ainda conta com dois alienígenas que se juntam à nave no piloto. Neelix (Ethan Phillips) e Kes (Jennifer Lien), que acabam ajudando na rotina da nave como chefe de cozinha e enfermagem.

A equipe de produção era o que havia de melhor em Star Trek, com vários veteranos. Michael Okuda, como designer gráfico; Rick Sternbach, como consultor da série; Richard James, como designer de produção; Robert Blackman, como figurinista. Para compor a trilha sonora, ninguém mais, ninguém menos que o lendário Jerry Goldsmith, que fez uma trilha de abertura sensacional, uma das melhores de toda a franquia trekker.

1ª Temporada (1995)

O piloto Carataker foi ao ar oficialmente na UPN no dia 16 de janeiro de 1995, conseguindo alcançar uma audiência incrível de 21 milhões de espectadores nos EUA, no que foi considerado um estrondoso sucesso, apesar da baixa penetração do novo canal de TV no território americano. A primeira temporada ficou marcada pela tentativa de, a cada semana, a série mostrar uma aventura diferente e apresentar aos poucos os personagens. Tentou-se até um romance para Janeway, mas o mesmo não ficou muito convincente. Aos poucos, o valor de produção começava a ficar muito alto e incomodar os superiores da Paramount. Cada episódio chegava a custar por volta de U$ 1,8 milhão. A temporada contou também com problemas envolvendo os atores, com a dificuldade da atriz principal Kate Mulgrew em lidar com cavalos, nas vezes que Janeway se aventurava no holodeck em sua aventura pelo velho-oeste, tendo a equipe de produção que mudar o plot para histórias passadas em um casarão gótico da Inglaterra do século 19. A primeira temporada foi mais curta, como DS:9, que com o piloto, totalizou 20 episódios, mas a UPN exibiu apenas 16, deixando os outros 4 para a próxima temporada.

Episódios de destaque: Eye of the Needle (descoberta de um micro buraco de minhoca com o quadrante Alfa, onde a tripulação consegue contato com uma nave romulana), Prime Factors (Voyager descobre uma raça com tecnologia que poderia encurtar as distância em sua viagem, mas eles não estão dispostos a cooperar), Heroes and Demons (Doutor holográfico tenta ajudar a tripulação que começa a desaparecer no holodeck), Faces (B’Elanna Torre é dividida em duas metades, uma humana e outra Klingon), Jetrel (Neelix confronta cientista responsável por arma de destruição em massa que vitimou sua família).

A temporada finalizou com uma audiência média de 6,8 milhões de espectadores, número menor que os primeiros anos de DS:9 e TNG, mas considerado bom pela produção.

Esta primeira temporada recebeu 9 indicações ao Emmy Awards de 1995. Venceu nas categorias Melhor Trilha Sonora, para Jerry Goldsmith, e para a equipe de Melhor Efeitos Visuais, pelo episódio piloto Caretaker.

2ª Temporada (1995-1996)

Cartas lançadas sobre a mesa. Com 4 episódios da temporada anterior não lançados na manga, a produção tentou afinar o conteúdo para os fãs. Mas a produção tinha um grande problema: apesar da tentativa de pegar os fãs órfãos de TNG, a série tinha como grande concorrente sua irmã DS:9, além de pesos pesados como Arquivo X, Slider, Babylon 5, Terra 2, Seaquest e tantos outros novos programas de TV de ficção-científica, ao mesmo tempo que o novo canal UPN ainda tentava se firmar. No plano da produção, Michael Piller passou a ser o supervisor de histórias da série, trabalho que acabou sendo o último dele no seriado de TV, já que após esta temporada ele sairia e só retornaria para escrever Jornada nas Estrelas: Insurreição (1998).

Nesta segunda temporada, para tentar cativar a audiência, foram introduzidos os Kazons, uma nova raça no universo trekker, criada para serem vilões, mas eles não conseguiram cativar muito a audiência, parecendo bastante com “klingons genéricos”. Ao mesmo tempo, em paralelo, temos um arco narrativo com a personagem Seska, uma maqui bajoriana (na verdade, uma espião cardassiana disfarçada), que tenta manipular Chakotay, o primeiro oficial, que ganha mais destaque nesta temporada, que mostrou uma grande tentativa de desenvolver os personagens principais. O fato era que a série não conseguia cativar a audiência como as anteriores da franquia, e já começavam os primeiros alertas para a produção do programa.

Episódios de destaque: The 37 (ao investigar as origens de um caminhão Ford 1936 flutuando no espaço, a Voyager descobre um mistério da Terra de 434 anos de idade em um distante planeta), Initiations (Chakotay fica preso no ritual de passagem de um jovem kazon), Maneuvers (depois de Seska roubar a tecnologia do transporte da Voyager, Chakotay sai em uma busca sozinho para recuperá-la), Alliances (Janeway tentar formar uma aliança com os kazon), Meld (Tuvok é atormentado por um sentimento de assassinato a bordo da nave), The Thaw (a tripulação tenta resgatar três alienígenas em êxtase de um bizarro programa de computador que é baseado no medo), Basics – Part I (em uma missão para resgatar o filho de Chakotay do Maje Culluh, a Voyager é capturada por kazon-nistrim, a tripulação é feita prisioneira e acredita-se que Paris morreu).

A temporada finalizou com uma audiência média de 5,68 milhões de espectadores, mostrando um tendência de queda em relação com a primeira temporada.

A segunda temporada recebeu 2 indicações ao Emmy Awards de 1996, mas venceu apenas na categoria “Melhor Maquiagem” para o episódio Threshold.

3ª Temporada (1996 – 1997)

Assim como a temporada anterior, a produção também tinha 4 episódios prontos, já filmados da segunda mas não exibidos, para serem lançados no começo da nova temporada, deixando assim a produção dos novos episódios mais livres dos prazos curtos da TV. Para deixar a audiência (que ainda não havia sido conquistada como um todo) em alta, finalmente os grandes vilões daquele quadrante seriam mostrados…os Borg! Michael Piller então construiu grandes arcos para o tema, ao longo desta temporada, que nos bastidores teve problemas internos com os roteirista em pé de guerra com Michael Piller. Ele acabou pedindo as contas e indo embora. A co-Produtora Jery Taylor assumiu as pontas na chefia dos roteiros com ajuda de Joe Menosky. O esforço e a liberdade criativa dada aos profissionais foi sentida na temporada e ela ganhou novo fôlego entre os fãs.

Episódios de destaque: Basics – Part II (com os kazon-nistrim no controle da Voyager, a tripulação deve retornar ao básico para poder sobreviver no inóspito mundo habitado por nativos alienígenas e perigosos predadores, e enquanto isso, Suder e o Doutor tentam ajudar Paris a retomar a nave), The Chute (Harry Kim e Tom Paris são declarados culpados e presos em uma prisão onde um implante neural gradualmente leva os internos a loucura), Remember (B’Elanna Torres recebe sonhos vívidos de um passageiro desconhecido a bordo da Voyager), Sacred Ground (Kes é ferida quando ela acidentalmente comete um sacrilégio em uma planeta alienígena; para poder salvar sua vida, Janeway deve passar por um misterioso ritual que desafia sua fé), Future’s End – Part 1 e Part 2 (depois de encontrar uma nave da Federação vinda do futuro, a Voyager é levada de volta ao século XX da Terra, Janeway tenta impedir que Henry Starling lance a nave do tempo sem alterar o passado), Fair Trade (um encontro com um antigo amigo faz Neelix entrar em vários problemas), Blood Fever (B’Elanna Torres experimenta sintomas similares ao pon farr depois de ser atacada pelo Alferes Vorik, que também está passando por esse período), Before and After (Kes se encontra em um fluxo temporal, com sua consciência voltando no tempo em vários episódios de sua vida até seu nascimento), Real Life (o Doutor aprende algumas lições com a “família” holográfica que ele criou, enquanto a Voyager investiga enormes distorções subespaciais), Distant Origin (um cientista alienígena encontra evidências ligando os ancestrais de sua espécie à Terra, porém oficiais do governo se recusam a aceitar suas evidências por irem de encontro às doutrinas existentes), Scorpion – Part 1 (ao entrar no espaço Borg, a Voyager encontra uma espécie alienígena ainda mais poderosa que os próprios Borg e obstinada a destruir toda a vida na galáxia, forçando a Capitã Janeway a entrar em uma aliança com os Borg, para derrotá-los).

A temporada finalizou com um audiência média de 4,78 milhões de espectadores, mais uma vez, não conseguindo reverter a queda das temporadas anteriores.

Esta temporada teve 3 indicações ao Emmy Awards , vencendo apenas na cateroria “Melhor Penteado” no episódio Fair Trade. Também sendo nomeada pelo ADG Excellence in Production Design Awards, com melhor série de TV (não ganhou)

4ª Temporada (1997 – 1998)

Com a série estabelecida, mas ainda sem conseguir uma audiência que agradasse os produtores, eles decidiram incrementar mais um pouco a série. Inicialmente, pensaram em uma troca de personagens, já que Voyager era a série trekker com o maior número de personagens fixos (nove, e um décimo iria inflacionar mais o orçamento da série). A inclusão da meio humana, meio borg, 7 de 9, já havia sido pensada na temporada anterior, e para efetivar a mudança na quarta temporada, foi decidido que um dos personagens fixos iria sair pra a nova entrar. A primeira escolha seria Harry Kim, mas uma pesquisa indicou que ele era bastante popular, então o corte acabou sobrando para a personagem Kes (Jennifer Lien), que morre nos primeiros episódios desta temporada e 7 de 9 (Jeri Tayler) é introduzida então, como a humana borg que é desassimilada do coletivo. A Voyager, também ganhou um fôlego de uma década cortada de sua longa viagem de volta a Terra. A introdução da nova personagem agradou bastante, pois era algo equivalente nas outras séries aos personagens Spock, Data, Odo. O Doutor holográfico passou a ser uma espécie de mentor da nova personagem. A audiência aumentou e os produtores agradeceram.

Internamente, a produção ganhou o nome de Brannon Braga na co-produção executiva que trouxe a bordo o roteirista Bryan Fulller (que futuramente iria criar séries como Pushing Daises, Hannibal e anos depois: Star Trek:Discovery).

voyager-crew Star Trek - Uma jornada além das estrelas - Parte  7

Episódios de destaque: Scorpion – Part II (a Capitão Janeway forja uma instável aliança com a Coletividade Borg para derrotar a Espécie 8472, levantando a possibilidade de uma nova tripulante abordo), The Gift (os poderes telepáticos e psicocinéticos de Kes começam a crescer rapidamente enquanto a nova tripulante da Voyager, a antiga Borg Sete de Nove, lida com sua nova individualidade), Day of Honor (Chakotay fica preso em um planeta onde duas espécies estão travando uma guerra genocida uma contra a outra), The Raven (Sete de Nove tem algumas alucinações, e acredita que está sendo chamada de volta para a Coletividade Borg), Year of Hell – Part 1 e Part 2 (obcecado em restaurar o Império Krenim a qualquer custo, um cientista temporal militar krenim cria mudanças na história), Random Thoughts (B’Elanna é presa por ter pensamentos violentos em uma planeta de telepatas pacíficos), Message in a Bottle (Sete de Nove acha uma rede de retransmissão subespacial abandonada que possui a habilidade de envia uma mensagem, neste caso do Doutor, para uma nave da Frota Estelar no Quadrante Alfa), The Killing Game – Part 1 e Part 2 (com metade da tripulação da Voyager presa em uma mortal simulação criada pelos hirogen, a Capitão janeway deve encontrar um modo de retomar a nave), Living Witness (reativado depois de 700 anos, uma versão do Doutor tenta descobrir a verdade sobre crimes de guerra cometidos pela Voyager ao passar por um planeta séculos antes) e Hope and Fear (finalmente decodificando a mensagem da Frota Estelar que havia recebido meses antes, a Voyager é direcionada para um setor vizinho onde uma nave da Federação a espera, entretanto, nem tudo é o que parece quando tecnologia alienígena é encontrada abordo da nave).

A temporada finalizou com um audiência média 6,26 milhões de espectadores, mostrando uma reconquista de espectadores, uma grande notícia para a UPN  e a produção da série.

Esta temporada teve duas indicações ao Emmy Awards, mas não ganhou nenhum. Também foi nomeada pelo ADG Excellence in Production Design Awards, com melhor série de TV (não ganhou), teve duas indicações sem vitória para o American Latino Media Arts Awards, indicado ao Art Directors Guild (não ganhou) como melhor desenho de arte, um episódio indicado ao Cinema Audio Society of America Awards (não ganhou). Das indicações que levaram premiação estão: Kate Mulgrew vencendo os prêmios de melhor atriz para uma série de drama tanto para o Golden Satellite Awards, quanto para o Saturn Awards. Jeri Taylor ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante para o Saturn Awards.

5ª Temporada (1998-1999)

A quinta temporada começou com troca interna de comando, onde a co-produtora Jeri Taylor, responsável pela co-criação da série, se aposentou, e seu lugar foi ocupado por Branon Braga (ele havia sido co-produtor de ST: TNG). Também à equipe se juntou Michael Taylor (que havia feito bom trabalho em DS:9), e entre os novos roteiristas da série que  subiram a bordo, Nicholas Sagan filho do saudoso e popular astrônomo Carl Sagan (Cosmos). Entre as grandes dificuldades desta temporada, foi a Internet a maior delas, pois a mesma estava crescendo e trazendo contigo o vazamento de histórias e surgimento de vários fake news, que Rick Berman tinha que desmentir publicamente.

Nessa temporada houve muito mais atenção aos personagens principais e foi dada ênfase no peso que o Quadrante Gama estava cobrando emocionalmente na tripulação, pois já era o quinto ano fora de casa e vários anos pela frente ainda seriam necessários até a nave chegar à Terra. Os personagens tiveram que lidar com o fim que o movimento maqui teve sobre parte da tripulação (que já conseguiu manter um breve contato com a Frota Estelar) e com Tom Paris voltando a ser rebelde, sendo preso por isto. Além destes temas, Harry Kim, ganhou um interesse romântico, Tuvok e o Doutor Holográfico, também tiveram grandes revelações nesta temporada… e já que estamos falando de Quadrante Gama, o lar dos Borg, a Rainha Borg volta a dar as caras em Star Trek! Isto fez a atriz Jery Taylor, que interpretava 7 de 9 brilhar, para desespero da atriz Kate Mulgrew. Nesta temporada a tripulação finalmente dá outro avançada… um terço da viagem à Terra havia sido cumprida!

Episódios de destaque: Night (a Voyager entre uma vasta região do espaço sem estrelas ou sistemas, enquanto a tripulação tenta encontrar um modo de passar o tempo nessa desolada parte do espaço, Janeway reflete sobre sua decisão que os deixou presos no Quadrante Delta), Drone (um acidente do transporte envolvendo o emissor móvel do Doutor e as nanosondas de Sete resulta na criação de um Borg do século XXIX), Timeless (a Voyager cai em um planeta de gelo, matando todos menos Chakotay e Harry Kim… quinze anos depois, os dois homens, tendo deixado a Frota Estelar, tentam alterar a história para salvar a nave desta calamidade antes da Frota Estelar por meio da nave USS Challenger – uma nave irmã da Enterprise-D, comandada por Geordi La Forge, consiga impedi-los), Thirty Days (Tom Paris é rebaixado a Alferes e sentenciado a trinta dias na prisão por desobedecer ordens), Bride of Chaotica! (formas de vida fotônicas trans-dimensionais em uma missão de exploração entram em guerra com os personagens do programa holográfico “Capitão Próton”, de Tom Paris, depois de confundirem o holodeck da Voyager com a realidade), Dark Frontier (quando a Capitão Janeway cria um plano para roubar um núcleo de transdobra de uma Esfera Borg danificada, a misteriosa Rainha Borg descobre o plano e usa tal conhecimento para tentar fazer com que Sete de Nove retorne para os Borg ao lhe fazer um ultimato: voltar à Coletividade ou assistir enquanto a Voyager é assimilada),Think Tank (um grupo de alienígenas se oferecem para ajudar a Voyager a escapar de caçadores de recompensas conhecidos como hazaris, em troca de Sete de Nove), Someone to Watch Over Me (o Doutor ensina Sete sobre dança e relações românticas, porem descobre que ele mesmo pode ter desenvolvido sentimentos para com ela) e Equinox – Part 1 (a Voyager encontra outra nave da Federação, a USS Equinox, presa no Quadrante Delta. Porém eles também descobrem que a tripulação da Equinox está escondendo um sombrio segredo).

A temporada finalizou com um audiência média 5,23 milhões de espectadores. Mesmo com todos os esforços da equipe de produção, os índices de audiência voltaram a cair, apesar de alguns picos altos. A UPN, decidiu cortar então 2 minutos dos episódios para inserção de 30 segundos de intervalo para lucrar com o patrocínio. Sim, UPN estava muito incomodada com a série!

Esta temporada teve três indicações ao Emmy Awards, curiosamente, as três indicações foram para “Melhor Efeitos Especiais” para 3 episódios diferentes de Voyager. O vencedor foi o episódio Dark Frontier. Além do Emmy, a série ainda teve outras indicações: Art Directors Guild (Melhor desenho de produção), Hollywood Makeup Artist and Hair Stylist Guild Awards com duas indicações com uma vitória para o episódio Bride of Chaotica!, ASCAP Film and Television Music Awards deu a vitória para Voyager como “Melhor série de TV”, Golden Satellite Awards escolheu Jeri Taylor (7 de 9), como melhor atriz, o Saturn Awards deu três indicações sem vitória, o International Monitor Awards deu ao episódio Thirty Days o prêmio de “Melhor Efeitos Visuais” e o Youth in Film Awards deu o prêmio a Melhor atriz iniciante para Scarlett Pomers.

6ª Temporada (1999-2000)

Esta temporada de Voyager representou pela primeira vez em 7 anos o fato de que a franquia Star Trek estava com apenas um seriado em exibição na TV, exibindo episódios inéditos. Para melhorar ainda mais a série, que passava por momentos difíceis na audiência, o comando da série, além de Rick Berman e Brannon Braga, passaria a contar agora com o apoio do co-produtor Ronald D. Moore, que já havia comandado DS:9 em suas temporadas finais. Um dos pontos fracos da série era justamente o desenvolvimento de personagens, algo em que Moore era um gênio na escrita. Ele também era um especialista em interagir com o público através das novas tendências digitais, como a internet, já que a série estava recebendo várias críticas negativas de fãs.

Logo no início da temporada, os três primeiros episódios já mostravam mudanças nos personagens ao concentrar as histórias primeiramente na Capitã Janeway e na personagem 7 de 9  além de Chakotay. Nos episódios seguintes foi a vez da personagem B’Elanna Torres, tentando se reconciliar com suas crenças klingons. Mas infelizmente, quando tudo parecia perfeito, Moore anunciou sua saída da franquia Star Trek, depois de um choque de ideias e diferenças criativas com Brannon Braga. Sua saída foi um balde de água fria na sala de roteiristas da série. Com a parte criativa em desvantagem, a audiência entrou em alerta vermelho, na qual a série perdeu pela primeira vez o título de série mais popular do canal UPN.

Os atores da série também sentiram que estavam sendo deixados de lado e a série acabou a temporada com uma tensão muito grande na produção. Foi uma temporada de episódios fechados com historias únicas e independentes. Nesta temporada finalmente a Voyager consegue restabelecer contato com o Quadrante Alfa, com destaque para os episódios na qual dois personagens da Nova Geração fazem participações especiais: Reginald Barclay (Dwight Schultz) e Deanna Troi (Marina Sirtis). O final da temporada acaba com a aparição de mais Borg para tentar alavancar a audiência.

Episódios de destaque: Equinox – Part II (a Capitão Janeway leva sua busca por vingança contra o Capitão Ransom a extremos quando ela ordena o uso de torpedos fotônicos contra a Equinox, prende uma nave neutra, quase mata um tripulante da Equinox durante um interrogatório e dispensa Chakotay do serviço quando ele questiona seus atos), Survival Instinct (três Borg do passado de Sete são encontrados, e pedem para serem separados da Coletividade), Barge of the Dead (B’Elanna Torres morre em um acidente com uma nave auxiliar, e descobre que está indo para Gre’thor, o pós-vida para os klingons desonrados), Tinker Tenor Doctor Spy (alienígenas tentam espionar a Voyager grampeando o programa do Doutor), Dragon’s Teeth (quando a Voyager busca refúgio de atacantes alienígenas na superfície de um planeta devastado, eles encontram um pequeno grupo de pessoas que sobreviveram durante novecentos anos através de animação suspensa), Pathfinder (quando a Enterprise-E volta para a Terra, o Tenente Barclay procura a ajuda da Conselheira Deanna Troi quando ele acredita ter ficado obcecado com a tripulação da Voyager), Blink of an Eye (ao longo do tempo e gerações, um mundo tente descobrir o mistério de um estranho objeto no céu), Child’s Play (o retorno de Icheb para seu planeta natal depois de sua abdução é difícil para Sete aguentar quando seus instintos maternos a fazem suspeitar de seus pais), Good Shepherd (quando três tripulantes atrapalham a eficiência da nave, a Capitão Janeway decide lhes dar atenção especial ao enviá-los em uma missão), Life Line (o Doutor é enviado para o Quadrante Alfa para curar o criador de seu programa, Lewis Zimmerman, porém a criação holográfica não quer ter nada com isso) e Unimatrix Zero (Sete é levada a uma realidade virtual que alguns Borg habitam enquanto estão em seu ciclo de regeneração – uma ameaça a Coletividade que Janeway quer aproveitar).

A temporada finalizou com um audiência média de 4,8 milhões de espectadores. A UPN sentiu que Voyager já estava se arrastando e não seria tão popular como suas sucessoras. Mas na falta de algo melhor, aprovou sua sétima temporada, na qual todas suas antecessoras (tirando a série clássica) haviam chegado.

A temporada teve incríveis 6 indicações ao Emmy Awards, mas curiosamente… não levou nenhum para casa! O ASCAP Film and Television Music Awards concedeu mais um Top TV Série para a equipe de compositores liderada por Jay Chattaway, Dennis McCarthy e David Bell. Nada mais.

7ª Temporada (2000-2001)

Definida como última temporada, a série finalmente chegou ao seu final com o padrão estabelecido de sete temporadas, que suas antecessoras atingiram, mas é claro que às custas de uma queda muito grande na audiência após quase uma década, fator causado pela popularização da TV a cabo nos anos 90. Era hora de fechar a série com chave de ouro, pelo menos o objetivo da produção era esse. Nesta temporada, Brannon Braga se afastou da produção para se dedicar a mais uma nova série trekker, a pedido da UPN: Enterprise. Ken Biller assumiu no lugar dele para ser o chefe de roteiros, com Braga ficando apenas como consultor. Joe Menosky pulou fora da produção também. Novos roteiristas foram contratados, para melhorar e polir os episódios finais, afinal era hora também de fechar vários arcos dos personagens na série. Personagens como Harry Kim e o relacionamento entre Tom Paris e B’Elanna Torres ganharam novos desenvolvimentos. Um relacionamento entre 7 de 9 e o imediato Chakotay também passou a ser abordado, mas um dos personagens mais desenvolvidos nesta temporada foi o Doutor Holográfico que começou a lutar pela sua humanidade. O personagem Neelix ganhou uma despedida antes do final da série e até a Capitã Janeway ganhou um romance fora do holodeck. Nas histórias que seguiram até o final, vimos mais Borg (no início e final da temporada), o retorno dos hirogens, talaxianos e até um retorno do conflito maquis entre os tripulantes às vésperas do fim. E finalmente o último episódio, deixando tudo amarrado nesta temporada para a dúvida ser sanada no final… iria a Voyager chegar finalmente ao Quadrante Alfa? Isto ajudou a alavancar a audiência da série, e animou a UPN a pensar na sua próxima série da franquia.

Episódios de destaque: Unimatrix Zero – Part II (sssimilados pelos Borg, Janeway, Torres e Tuvok armam para espalhar um vírus dentro da Coletividade que permitirá que membros do Unimatriz Zero mantenham sua individualidade no mundo real e resistam à Rainha Borg), Critical Care (o programa do Doutor é tirado da Voyager, sendo colocado para trabalhar em uma enorme nave hospital, onde o sistema médico é baseado na classe social, ao invés da condição médica), Body and Soul (quando o Delta Flyer II é atacado por alienígenas “holofóbicos”, o Doutor deve esconder seu programa nos implantes Borg de Sete, e enquanto isso, Tuvok passa pelo pon farr), Flesh and Blood (a Voyager responde a um sinal de socorro vindo de um posto hirogen, descobrindo uma carnificina causada pela tecnologia holográfica que Janeway lhes deu), Repentance (depois da Voyager resgatar a tripulação de uma nave carregada de prisioneiros indo para suas execuções, a tripulação começa a questionar o sistema legal dos alienígenas), Homestead (Neelix é reunido com seu povo enquanto ele tenta salvar uma colônia talaxiana em perigo e Endgame (anos depois do retorno da Voyager ao Quadrante Alfa, a Almirante Kathryn Janeway decide alterar o passado para poder ajudar sua tripulação a chegar em casa mais cedo).

Última temporada de Voyager, talvez um alívio para a UPN, que segurou a série até o fim, apesar da audiência da série ter caído nestes anos todos. A audiência média nesta temporada foi melhor que a anterior, 5,15 milhões de espectadores, com uma grande audiência de 8,8 milhões de espectadores no episódio final, Endgame, que encerra a série.

A temporada teve incríveis 6 indicações ao Emmy Awards e venceu em duas categorias, ‘Melhor Trilha Sonora’ para o compositor Jay Chattaway no episódio Endgame e mesmo episódio também venceu em ‘Melhores Efeitos Visuais’. Além disto esta temporada também recebeu os prêmios de Melhor Série de TV da ASCAP Film and Television Music Awards e um Saturn Awards de Melhor atriz coadjuvante para Jeri Taylor (7 de 9). Sendo que já com a série encerrada, em 2005 o Saturn Awards, deu a ela um prêmio especial de reconhecimento por Melhor Série de Star Trek

Conclusão

Voyager, conseguiu chegar às 7 temporadas, mas a custo de muito suor e problemas na produção, sem contar que a audiência da série não chega nem perto da Clássica, Nova Geração ou mesmo de Deep Space Nine, que ainda estão a anos luz em termos que qualidade de histórias. Mesmo assim, a série conseguiu mostrar um universo muito rico do quadrante Delta e nos dar mais um pouco da dosagem Borg, como nenhuma outra série ou filme fez. E não podemos esquecer, é claro, que tudo isto com um pouco de empoderamento feminino. Para a rede UPN e a Paramount, que investiu uma grana alta na produção, não poderia simplesmente puxar o plug da tomada de Star Trek, mas já sabia que o esgotamento da franquia parecia evidente. Mesmo assim, não só finalizou a série, como pediu a Rick Berman outra série trekker, um pouco mais diferente para colocar no lugar…

Voyager nunca foi exibida na TV aberta brasileira, apesar dos rumores que o SBT teria comprado a 1ª temporada mas desistido de exibir. Em vídeo, apenas algumas temporadas foram lançadas em Box de DVD no país… mas os fãs podem acompanhar toda saga completa pela Netflix nacional.

Avaliação
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Ricardo Melo

Profissional de TI com mais de 10 anos de vivência em informática. Tem como hobby assistir seriados de TV, ir ao cinema e namorar!!! Fã de rock'n'roll, música eletrônica setentista, ficção-científica e estudos relacionados a astronáutica. Quis ser astronauta, mas moro no Brasil... Os anos 80 foram meu playground!

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