Análise: Os elementos visuais de A Roda da Fortuna (The Band Wagon)

Direção: Vincente Minnelli

Elenco: Fred Astaire, Cyd Charisse, Nanette Frabay, Oscar Levant, James Mitchell e Jeffrey Cordova

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Diretor de Fotografia: George J. Folsey e Harry Jackson

Figurino: Mary Ann Nyberg

Direção de Artes: E. Preston Ames e Cedric Gibbons

Quase exato um ano depois do maior clássico dos musicais, Cantando na Chuva (1952), a MGM lançou A Roda da Fortuna (1953) para aproveitar o rastro de sucesso deixado pelo anterior. E por que digo isso? As similaridades ou paralelos entre os filmes não são poucas. Além do óbvio de serem musicais e roteirizados por Betty Comden e Adolph Green, ambos os filmes são respectivamente estrelados pelas duas das maiores lendas masculinas do gênero: Gene Kelly e Fred Astaire.

Se o trio principal de Cantando na Chuva (dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly) era completado por Debbie Reynolds e Donald O’Connor, em A Roda da Fortuna, dirigido por Vincente Minnelli, também temos um trio com elenco principal, pelo menos inicialmente, fechando com Nanette Frabay e Oscar Levant. Além disso, se em Cantando na Chuva temos a participação de Cyd Charisse numa sequência musical onírica em que ela não tem diálogos (lembrando que ela e Eleanor Powell e Ginger Rogers, são as grandes damas do sapateado), em A Roda da Fortuna a atriz faz o par romântico com o próprio Fred Astaire. E para finalizar , enquanto Cantando na Chuva era sobre a transição do cinema mudo para o falado na visão de alguém em busca da fama (Kelly), temos aqui também uma análise metalinguística; agora sobre o teatro e sua fusão com musical e os aspectos artísticos através de um astro em decadência (Astaire). Ou seja, Broadway x Hollywood como tão bem disse Roger Ebert.

Dito isso, A Roda da Fortuna, se não tem o frescor e a uma unidade mais coesa em seus personagens como visto em Cantando na Chuva, ainda assim se torna um belo exemplo de como os musicais serviam como o entretenimento para falar de si dentro de boas sequências de dança lideradas por Fred Astaire. Aliás, tecnicamente, o filme traz uma interessante narrativa no uso das cores – potencializada pelo Tecnicolor – como elemento para expor delicadamente os relacionamentos dos principais personagens através do figurino e fotografia ao usarem o conceito de similaridade e repetição (falarei mais a frente).

Trazendo um pouco da história, temos Tony Hunter (Astaire) já  veterano ator de musical desacreditado pela imprensa e público em geral. Mas através de seus amigos Lilly (Frabay) e Lester (Levant), ele é apresentado ao excêntrico diretor de teatro Jeffrey Cordova (Buchanan) que pretende realizar uma inusitada peça musical de Fausto. Mas a difícil adaptação ao projeto e o relacionamento com Gabrielle Gerard (Charisse) mudam os planos de Hunter. Claro que a própria personalidade de Fred Astaire se confunde com a do personagem, tanto que no início do filme há uma interessante sequência de um leilão dos objetos usados que foram marcas registradas de Astaire (cartola e bengala) no passado (como visto em O Picolino, 1935) que não despertam a atenção de compradores, confirmando a intenção de trazer o personagem datado.

Então, no surgimento de Cordova como sua excentricidade, o filme discute um pouco sobre a necessidade da paixão e simplicidade para mover a arte; não sendo coincidência que Hunter somente reencontra o sucesso e alegria ao contracenar com os bailarinos da peça de Cordova em apresentações próprias e mais simples e detrimento do cenário gigantesco da peça sobre fausto.

A partir daí, os números musicais falam por si.

Se o numero de Astaire, Frabay e Buchanan fantasiados de bebês não agrega muito – apesar da dificuldade imensa em dançar praticamente ajoelhados -, outras duas sequências de destacam. A primeira, obviamente, é o clímax em que Astaire e Charisse estão em um café representando o mundo dos gângsteres e para os mais novos (ou nem tanto), vale lembrar que a cena é a inspiração para o famoso clipe Smooth Criminal de Michael Jackson. Outro detalhe interessante é que, assim como a cena onírica de Cantando na Chuva que mencionei anteriormente, a sequência também é uma espécie de devaneio e pode ser um grande exemplo narrativo da direção, uma vez que a cena soa também quase como uma pequena história separada. Assim, a segunda cena que merece destaque é a elegante cena do parque em que Astaire e Charisse reforçam a conotação íntima/sexual que a dança pode significar entre um casal ao se mostrarem extasiados ao final da cena dentro da charrete.

Mas o interessante da narrativa é que o filme termina com um certo sentimento melancólico velado, um pouco diferente dos musicais – sempre exaltando seus finais felizes. Por isso é tão importante que possamos analisar tais afirmações através de outros elementos narrativos que normalmente o espectador não notaria, apesar de ele sentir tais intenções.

Todos os elementos de um filme têm que ter uma função. Assim, parte integrantes como figurino, fotografia ou objetos de cena podem engrandecer aspectos dos personagens e a mise-en-scène na tela. Aspectos esses que podem passar despercebidos do público menos atento, mesmo assim como disse antes, eles tem essa percepção de que há alguma informação sendo repassada. Em A Roda da Fortuna, através da similaridade e repetição das cores, a direção acaba nos contando um história que não precisa de diálogos, envolvendo os personagens de Fred Astaire e Cyd Charisse, e ajudando ainda mais na identificação com os personagens e no envolvimento psicológico com o filme.

Agora vamos analisar alguma cenas e como o filme usa alguns elementos para transmitir várias informações:

Logo no início do filme, reparem como as cores em volta de Hunter são neutras, combinando com seu terno cinza na primeira foto; ele acabou de chegar a NY e sua carreira esta em declínio e as cores exemplificam o estado do personagem (sem vida). Mas já podemos notar a inserção de detalhes em vermelho (no chapéu e no lenço) que progressivamente irão aumentar e terão grande importância mais a frente. E  como disse antes, Na Roda da Fortuna é um paralelo de Cantando na Chuva. Sendo que aqui, Nanette Frabay, que seria a “Debbie Reynolds” do filme anterior, da a entender que seria realmente o par romântico de Fred Astaire. E o vermelho se torna mais presente no rápido beijo quase trocado (lembrando que o personagem de Oscar Levant – a direita – seria o “namorado” dela).

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Ao chegar ao “fliperama” da época (abaixo) temos um contato maior com o vermelho. Presente em todos os lugares, já da entender que a paixão está próxima e o brinquedo trazendo um “? ” simboliza sua duvida de quem seria sua paixão (e sobre sua própria carreira sem si). Logo após esse numero musical, ele é levado para conhecer Cordovan. Cena essa em que ele é dominado pelo vermelho, nesse caso o vermelho é mais associado ao personagem Mefisto, mas reparem na rosa colocada na cintura da Lily. Podemos considerar aquilo uma brincadeira antecipada que será explicada mais à frente. Seria Lilly a paixão de Hunter?

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Reparem agora  nas cores douradas da sala de Cordova nas foto abaixo (inclusive as rosas deles são amarelas). O dourado vai mais se associar ao personagem para futuramente criar outro padrão de repetição. Nesse caso, o personagem representaria a peça fracassada em detrimento da essência em algo mais simples. Não necessariamente um vilão, mas um elemento a não ser seguido.

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Depois, a apresentação de Gabrielle. Agora as coisas começam a ficar mais interessantes! Veja abaixo como Hunter é o único com vermelho, em destaque no centro da tela, com uma rosa na lapela. Rosa que faz rima com a rosa anterior da personagem de Nanette Frabay, lembram? Indicando que eles têm similaridade, correto? Sim e não. Olhem como entra Cyd Charisse: vestida de vermelho como uma rosa (com rosas ao fundo) e com a câmera fazendo um movimento que a aproxima da tela, o diretor diz: Aqui está a paixão do personagem principal! Mais explícito, impossível.

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Agora reparem na chegada de Hunter e amigos na casa de Cordova, após a apresentação de Cyd Charisse. Veja abaixo como ele retira a echarpe (ou véu) na cor verde de Lilly. Esse verde será simbolizado como uma situação de desejo/conflito, indicando que esse é o caminho para sua paixão, mas que o filme esta descartando no momento ao retirar dos ombros de Lilly essa responsabilidade. Novamente ele usa a personagem de Nanette Frabay para brincar com as cores, mas reparem ao fundo a sala dominada pelo vermelho (com rosas) e adivinha quem chega logo a seguir com detalhes em verde? Sim, Gabrielle! E para onde ela se dirige? Sim, para a sala vermelha, com um buquê de rosas simbolizando Hunter.

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Hunter e Gabriele ainda não se conhecem e o primeiro contato deles não é promissor (Hunter acha que terá problemas em contracenar com Gabrielle devido a altura dela, inclusive Cyd Charisse surge posicionada acima de Fred Astaire; assim a direção – pela similaridade e repetição – fornece mais uma dica deste relacionamento. Agora reparem abaixo no vestido, na luva e a planta; todos verdes. Como disse antes, há o desejo/conflito simbolizado na cor (reparem a expressão de Cyd Charisse), mas também um padrão da cor como pista para alcançar a paixão.

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Durante a preparação para a peça de Cordova, o relacionamento entre  eles entra num momento de “paz”, obviamente denunciado pelas vestimentas brancas dos dois (abaixo). Mas a paixão não foi embora, pois, ao fundo no quadro na parede, temos o vermelho e as rosas (assim como lenço de Hunt). Ou seja, depois daquela explosão quando surgiu na primeira aparição de Cyd Charisse, o vermelho foi se tornando mais discreto, uma paixão que foi obrigada a ser mais velada (Gabrielle tinha um namorado).

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E durante esse momento de “paz” há o famoso número de dança no parque (abaixo). É interessante notar que a dança pode ser considerada como um ato sexual entre os personagens, mas que mesmo “consumado” o ato, os dois não podem se entregar oficialmente. Mas o vermelho da paixão ainda se faz presente discretamente (pelo lenço e rodas da carruagem que os levam de volta ao hotel).

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Essa lógica se mantem durante os ensaios (abaixo). Predominância de azul, mas o vermelho se faz presente nos detalhes das poltronas e no outro dançarino que “oferece” a paixão que ainda não é admitida. Inclusive, na segunda cena ele a leva pela escada da cor verde que, como dito antes, representaria a pista para encontrar o amor.

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A peça de Cordovan é um fracasso. Hunter, Lilly, Lester e Gabrielle decidem montar sua própria peça com a ajuda dos bailarinos de Cordovan e começam a rodar o país. Na primeira foto abaixo temos Hunter e Gabrielle decidindo com os bailarinos sobre o novo numero musical; ela esta de branco, mas o vermelho surge próximo a ela (dançarina sentada ao lado). Inclusive, o vermelho volta a aparecer de maneira nada discreta quando ela usa um adereço na segunda foto durante uma dessas apresentações.

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Antes do numero de Hunter, ele conversa com Gabrielle sobre o sucesso da peça – e eles- enquanto atravessam os EUA com o grupo. Mas reparam na cores do figurino. Ela mantem o branco, e óculos demostrando uma maturidade maior e ele usa um terno marrom sem vida e sóbrio. Mas o verde e o vermelho ainda persistem nas poltronas (e nos detalhes do lenço envolta do pescoço de Gabrielle) indicando que a busca pela paixão ainda existe (a marcação dos atores na cena deixa um espaço justamente para visualizarmos melhor as cores).

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Durante a apresentação de Hunter temos aqui outro paralelo com Cantando na Chuva. No filme com Gene Kelly, Cyd Charisse surge como uma mulher misteriosa, um sonho do protagonista como se fosse uma outra personagem ou entidade se disfarçando, demonstrando perigo. Aqui não é diferente. Fred Astaire apresenta um belo numero representando um gângster. Reparem abaixo que há praticamente um ausência do vermelho que é discretamente visto no forro do vestido de Cyd Charisse (ao ver o filme é possível mais que na foto).

Lembra que falei do clip Smooth Criminal inspirado nessa sequência? Para titulo de curiosidade, editaram um vídeo da cena com a musica do Michael Jackson ao fundo (veja aqui).

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Mas durante a apresentação, o filme traz quase um resumo de sua fotografia como um simbolismo pelo tudo que passou em busca de sua paixão. O verde da primeiro foto abaixo indica que eles estão no caminho de encontrar a sua paixão, mas a mulher de máscara amarela na banheira seria apena um disfarce (não necessariamente um vilão, mas um elemento a não ser seguido, lembram?) . Reparem ao fundo que vemos uma escada! E a segunda foto não me deixa mentir quando ele precisa subir uma escada (“discretamente vermelha”) para alcançar seu objetivo indicado pelo verde na foto anterior.

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Ao chegar no estágio final do “sonho” ele reencontra a mesma personagem da Cyd Charisse e não preciso dizer muito. Veja abaixo como ela surge totalmente coberta de verde (representado ao longo do filme com algo que poderíamos considerar como pista significando que seu objetivo esta perto, mas ainda não alcançável). E quando Cyd Charisse retira o manto verde, nada mais óbvio dela surgir (absolutamente linda) com um belo vestido vermelho, como se dissesse: “Eu sou sua paixão!”. Mas ela é um sonho, parte da imaginação do personagem enquanto se apresenta diante do público que o assiste no teatro. Até porque ela ainda tem resquícios da cor preta (luvas) que remetem à personagem anterior que tentava seduzi-lo, que poderia significar a morte.

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Assim, após a apresentação e sucesso da peça, os personagens sentem-se realizados. E poderíamos esperar que o sonho de Hunter em se render oficialmente a paixão de Gabrielle pudesse se concretizar, ok? Nem tanto. A qualidade da direção de artes é, ao meu ver, deixar certa dualidade. Mesmo que as convenções obriguem o filme a atendê-las (como um rápido beijo entre Hunter e Gabrielle na parte final do filme), jamais temos certeza absoluta da união dos personagens.

Na primeira foto abaixo, bem na parte final do filme, eles surgem já sem vermelho e a rosa na lapela que tanto indicou o amor por Gabrielle agora é branca. Ou seja, a paixão não é mais possível por parte dele. Tanto que na cena posterior, ela também surge de verde (objetivo a ser alcançado), mas também com um rosa clara confirmando a “paz” definitiva , uma vez que eles são uma família do teatro agora.

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O último frame do filme simboliza essa família, onde eles surgem juntos (abaixo). Hunter e Gabrielle estão a frente com sua situação resolvida, mas é possível notar o vestido azul de Lily, posicionada ao lado dele e no lado oposto de Oscar Levant (cor esta que apareceu diversas vezes no filme – reparem nas fotos anteriores que o azul se faz bastante presente, inclusive no número de Hunter; indicando que ela seria a paixão verdadeira – lembram da echarpe verde usado como pegadinha?).

Essa dubiedade somente engrandece tais aspectos narrativos e leva o espectador a perceber outros aspectos desse complexo e excepcional trabalho do design de produção do filme.

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Então, espero que possa ter ajudado a compreender mais os elementos dos filmes e seus significados. Minha definição é a mais correta? Jamais. Ao vermos um filme podemos tirar vários detalhes que passaram despercebidos dos olhos menos treinados, mas o mais importante é que espectador fique atento e sempre ter em mente que tudo tem função e há várias informações inseridas aumentando nosso envolvimento.

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Rodrigo Rodrigues

Amante inexperiente da sétima arte, crítico por insistência, mas cinéfilo acima de tudo. Descobriu, nem tão jovem, diretores como Sergio Leone, Billy Wilder, Fellini, Bergman, Antonioni, Scorsese e sua vida nunca mais foi a mesma! Acredita que a empatia, democracia e o respeito ao próximo é a maior arma contra o fundamentalismo da sociedade retrógrada que estamos vivendo.

24 thoughts on “Análise: Os elementos visuais de A Roda da Fortuna (The Band Wagon)

  1. é por textos assim que eu dedido as vezes 1h do meu dia em pesquisas na Internet, e pouca coisa de qualidade encontro, mas esse estudo é nota 10 parabens

    1. Maristela
      Bem vinda
      Não temos palavras para agradecer seu elogio.
      Muito Obrigado mesmo!
      Abraço

  2. show de bola essas analises que vcs fazem dos filmes, tb gostei da analise do Assassinato por Morte, parabens

    1. Ola
      Bem, um livro que recomendo é “A arte do cinema” de David Bordwell e Kristin Thompson. é um começo!
      Espero que possa ter ajudado.

  3. diz a lenda que tem esse musical em LD (laserdisc) se alguem souber me responde aqui que eu compro

  4. interessante a analise… mas creio que nem todo filme tenha esse cuidado por parte do diretor ne

    1. Don Adriann
      Bem vindo
      Realmente, mas depende de diretor para diretor mesmo. Mas todos os filmes tem elementos que podemos observar. Todos.
      Inclusive em todos os texto que escrevo , procuro dar exemplo sobre fotografia , figurino , montagem etc..
      Claro que para ter o nível de informação como no A Roda da Fortuna, precisara de um longo tempo para detalhar.
      Mas as informações, mesmo em níveis diferentes, estão lá.

      Obrigado pelo retorno e procure sempre mais detalhes nos filmes.

  5. ouso dizer que a foto que encabeça o artigo é uma relação s e x u a l entre os dois, otimo texto

    1. Tieler
      Bem vindo
      Sim, como arte as sequencias sempre foram vistas assim.
      Bem anotado
      Obrigado pelo comentário.

    1. Luiz
      bem vindo
      Obrigado pelo elogio. O trabalho valeu a pena então.
      Obrigado

    1. Thais
      bem vinda
      Não exatamente, o romance entre Astaire e Charisse é real. O filme abriu um possibilidade , mas fica seu critério concordar ou não. A dubiedade é sempre bem vinda, não acha?

      Abraço e obrigado pelo comentário

    2. acho que tem filmes em que a dubiedade é legal, e em outros é só uma atitude arrogante do diretor… mas enfim, cada um gosta de uma cois ane

    3. Thais
      Interessante dizer que achar dubiedade uma atitude arrogante. Eu particularmente não prefiro achar isso. Se o diretor deixou uma dubiedade (algo muito comum no cinema mais clássico, digamos assim) era porque confiava no juízo de valor do espectador, independente qual a decisão. Isso eu acho mais respeitoso do que entregar um produto sem qualquer nível discussão.

      Se quiser pode mencionar um filme em que a dubiedade seja um erro ou arrogância do diretor.

      Abraço e obrigado pela opinião

  6. Interessante saber tudo isso. Pena que a maioria que assiste um filme, como eu, não percebe essas coisas.

    1. Lucas
      bem vindo
      Nunca é tarde para começar. Basta ter em mente que tudo na tela tem função. Se interessar pelo assunto, segue uma dica : leia um pouco sobre linguagem cinematográfica e comece a reparar nos elementos (um de cada vez) como corte de câmera, transição entre as cenas, figurino, os cenários ao fundo do personagem etc
      Abraço

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