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CINEMACríticasNERD + GEEKSci-FiCrítica: Blade Runner 2049
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Crítica: Blade Runner 2049

Blade_cartaz Crítica: Blade Runner 2049Blade Runner 2049

Direção: Denis Villeneuve

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto, Mackenzie Davis, David Dastmalchian, Dave Bautista e Edward James Olmos.

Aviso: Como é difícil neste caso escrever a crítica ser expor detalhes da trama, o texto contém spoilers!

Quando lançado em 1982, Blade Runner não atingiu o status de uma das mais influentes obras cinematográficas, principalmente quando mencionamos o visual futurista e melancólico (obra influenciada pelo clássico atemporal Metrópolis de Fritz Lang de 1927). Assim como toda obra prima em que o tempo precisa agir, o filme de Ridley Scott (e suas inúmeras versões) somente teve o reconhecimento anos depois. Todavia, mesmo a continuação sendo entregue nas mãos de Dennis Villeneuve, seria ele capaz de manter a aura do filme anterior? Como admirador do diretor de trabalhos tão marcantes como “Incêndios”, “Sicário”, “Os Suspeitos” e o magnífico “A Chegada”, ainda sim considero (mesmo que não precisasse) Blade Runner 2049 um teste de fogo diante do público, que o diretor cumpriu com louvores.

Portanto, a palavra continuação raramente foi tão bem empregada num filme desta proporção, por conta de Villeneuve aplicar de maneira fluida os conceitos iniciados no filme de 1982 (assim como seu visual), e por – digamos assim – preencher lacunas que não imaginávamos que poderiam ocorrer. Uma obra com doses ainda maiores de existencialismo, simbologias religiosas e aspectos humanos através de personagens que foram construídos para servirem aos humanos e que acabam se tornando “mais humanos que os próprios” dentro de seus conflitos individuais.

Em 2049, após uma espécie de blecaute digital, a empresa Tyrell não existe mais e em seu lugar a empresa Wallace mantém o espólio da antecessora com novos e modernos replicantes inseridos na sociedade. Assim surge o Blade Runner K (Gosling) que durante o confronto com o replicante Sapper Morton (Bautista), se depara com evidências de um antigo caso que poderá mudar para sempre os rumos da humanidade, e para isso, é fundamental que descubra o paradeiro de Rick Deckard (Ford).

O roteiro de Hampton Fancher e Michael Green (baseado na novela de Philip K. Dick) continua com o clima noir (inclusive com uma pequena referência a Chinatown) do longa anterior, cuja investigação até o paradeiro de Deckard mantém o clima e interesse pela história, mesmo que o público esteja ciente dos fatos que o protagonista desconheça, como por exemplo, quem era Rachael e qual seu envolvimento com Deckard. Este é um dos vários momentos em que o filme se posta como uma continuação, alterando alguns contextos do anterior, como o fato do mistério do protagonista ser ou não um androide ser desfeito em poucos minutos (e se no filme de 1982 os androides demonstravam sua invulnerabilidade na água quente ou congelada, por exemplo, aqui o protagonista a faz inserindo a mão numa colmeia, aumentando seu simbolismo – pois o inseto  tem diversas interpretações dentro das religiões, como imortalidade, dor e amor).

Elogiável (e um risco no caso), que a direção mantenha o mesmo ritmo contemplativo do primeiro filme, mesmo com seus 170 minutos aproximadamente, e não cedendo a uma narrativa em sequências ação que descaracterizasse o conceito original – elas existem claro, mas sem tornar uma obrigação, até porque quando ocorrem, algumas cenas soam poucos necessárias (como a cena do embate físico entre K e Rickard). Todavia, a narrativa engrandece o relacionamento dos dois em detalhes, como o fato de K usar o mesmo estilo de sobretudo que Deckard usava no passado e o símbolo dos seus sonhos sejam vistos através de um cavalo (ou unicórnio) – inclusive o famoso origami feito pelo personagem de Edward James Olmos está lá.

Contudo, a obra possui mais elementos que expandem ainda mais o conceito original, principalmente os arcos dramáticos dos replicantes que se viam (com razão) mais sensíveis à beleza e às coisas mais simples da vida que os humanos, que destruíram o planeta, não fazem mais. Fora as belezas que a humanidade deixou de contemplar com a morte do Nexus de Rutger Hauer, aqui a “perda” é aplicada ao conceito de milagre, aumentando ainda mais o contexto simbólico, por estar relacionado a geração de uma vida que até antes seria impensável.

Assim Villeneuve abraça questões filosóficas e religiosas como o fato da criança em si ser vista como um messias, um elemento que poderia derrubar um “muro” entre espécies. Muro que para alguns soa como unificação e para outros, como a chefe de polícia vivida por Robin Wright, isso causaria um guerra – algo que rapidamente nos remete a nossa próprias crises humanitárias. É interessante portanto, que dentro desta evolução, os replicantes – inclusive Deckard? – não apresentem mais os olhares vermelhos quando estão contra a luz (eu pelo menos não notei), o que pode indicar que a versão que Villeneuve seguiu não foi exatamente a versão final de 2007 – o que deixa em aberto a questão envolvendo a trama principal: a reprodução foi realizada entres replicantes ou entre um humano e uma androide?

Ryan Gosling apresenta em seu K, uma versão de Deckard, cuja “evolução” não somente “física” tem interessantes ecos comportamentais de Her de Spike Jonze. Se a solidão de Deckard era notada também pelas lembranças de fotos de pessoas que jamais conheceu, aqui Gosling assume uma espécie de “amor portátil” com a personagem Joi (Armas), criando um paralelo do relacionamento de Deckard com Rachael. Entretanto, o relacionamento possui uma dramaticidade e frieza que engrandece ainda mais o arco destes personagens cujas lembranças e desejos fazem parte de uma programação realizada pelo homem (não é a toa que a namorada surja inicialmente como um estereótipo da dona de casa dos anos 50 servindo ao marido chegando em casa). Um personagem dividido entre o que é, e o desejo em acreditar que sua vida (ou programação) não se resume a atualizações de sistemas e sim algo que remete diretamente a trama principal, um escolhido, alguém especial que tivesse a partir dali o controle de suas próprias ações, mas que ainda sofre preconceito por ser considerado um “pele-falsa”. Assim quando Joi diz que está feliz com o relacionamento a única coisa que ele consegue dizer é: “não diga isso”.blade_runner_2049_meio Crítica: Blade Runner 2049

Ademais, é sensível como até nos personagens secundários, a direção consiga expor de maneira correta seus dilemas, dramas e conflitos (mesmo que inconsequentemente), como o fato das prostitutas (androides) se denominarem “mulheres de verdade”. Ou a personagem Dra. Stelline, cuja função de criar memórias para os mesmos acaba criando um contraponto dramático por ela mesmo não ter uma sobre seu próprio passado. E a própria Joi, surge sempre um misto de inocência e conformismo como na emblemática e bela cena em que descobre a “liberdade” diante da chuva denunciando ao mesmo tempo sua artificialidade – o que acaba remetendo a libertação do próprio K diante da neve quando encontra evidências do seu  passado. Ademais, o conceito existencial dos replicantes é delicado por apenas um nome ser considerado auto afirmação mesmo que frágil, como o fato do próprio protagonista ser chamado simplesmente de ”Joe”.

Visualmente este novo Blade Runner mantém a mesma lógica (como não poderia deixar de ser) do seu antecessor. A direção de artes jamais permite que enxerguemos Los Angeles de 2049, ainda como uma cidade castigada pela chuva e neve, cosmopolita (predominando ainda aspectos nipônicos e agora também russos) e super populacional, apenas como uma cópia do filme anterior, mas sim, seguindo o conceito “continuação” da cidade com seus prédios residenciais aglutinados e sem espaço algum para a entrada a luz (caso houvesse esta possibilidade). Tanto que tal “regra” é bem adaptada, pois além do tradicional conceito de um mundo dominado pelas grandes empresas – e o capitalismo em si – a obra ainda nos apresenta as cidades como San Diego, agora um grande ferro velho aos poucos sendo desmontada como sucata e Las Vegas abandonada transformada num deserto ácido. Assim como na sequência ocorrida numa espécie de orfanato/prisão remetendo ao visual de Metrópolis com seu grande cenário fazendo referência a uma grande fábrica e engrenagens.

Ademais a fotografia de Roger Deakins cria um forte contraste no filme e mantém o nível do trabalho feito por Jordan Cronenweth no longa de 1982. Se no filme de Ridley Scott havia sempre a predominância da fotografia escurecida e esfumaçada para criar o clima futurista e decadente, aqui a lógica se mantém. Entretanto, com o conceito “continuação”, Deakins estende a fotografia para tons avermelhados quando na cenas do deserto, como um provação de K (como um inferno devastado) em busca de suas origens (Deckard). Aliás é interessante que a fotografia crie, na construção do mundo do vilão de Jared Leto (uma vez que sua busca pela vida), a água se faz um elemento sempre presente, incluindo os reflexos do escritório da empresa que criam um rima visual com relação ao destino da replicante executiva Luv (Hoeks). E até mesmo a trilha sonora emblemática do filme anterior (a cargo de Vangelis) que aqui praticamente não aparece (somente uma acorde ou outro), e, mesmo não contando a tradicional colaboração de Jóhann Jóhannsson nos filmes de Villeneuve, o trabalho é eficiente com dissonantes e cantos gregorianos sombrios que engrandece o contexto da obra.

E se Gosling demonstra força com seu K, Harrison Ford demonstra um lado de Deckard que surpreende.  Além de dar espaço para uma das melhores atuações do veterano ator em anos, é sensível como aquele arco dramático dele com suas lembranças da amada Rachael se apresente como um dos melhores momentos do longa (assim é interessante como o ator, assim como em Star Wars: Despertar da Força, feche seu arco com um personagem do passado de maneira parecida), pois na sequência a fotografia vai escurecendo e clareando (e escurecendo) sua face na medida que as lembranças e dores vão surgindo motivadas pelo audio original da entrevista que ele fez com a amada há 30 anos atrás – inclusive o personagem se mostra tão seguro dos seus sentimentos, que ignora qualquer tentativa de Wallace (Leto) de  convence-lo de sua origens em relação a Rachael.

Enfim, se Blade Runner 2049 será futuramente considerado um clássico como foi feito como seu antecessor, realmente somente o próprio tempo dirá. Mas os elementos para apreciar como um obra que mostrou total respeito e competência as suas origens – a ponto deixar até mesmo alguma pontas soltas para possíveis novas abordagens -, são inegáveis e nem o tempo poderá apagar.

Nota 5/5

blade_runner_2049_final Crítica: Blade Runner 2049

Rating: 5.0. From 1 vote.
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Rodrigo Rodrigues

Amante inexperiente da sétima arte, crítico por insistência, mas cinéfilo acima de tudo crescido com as produções dos anos 80. Descobriu ainda jovem certos diretores como Sergio Leone, Billy Wilder, Fellini , Antonioni , Scorsese e sua vida nunca mais foi a mesma. Acredita que a empatia, diálogo e o respeito ao próximo é a maior arma contra o fundamentalismo da sociedade retrógrada de hoje.
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31 comments

  • DS9/BSG:

    Uma sequencia digna do original e isso é muito raro no cinema.

    Apesar de se inspirar um pouco em outras obras, não vejo isso como um problema, pois algumas coisas seriam obvias numa sociedade tão avançada em IA, em Blade Runner ou em outra obra scifi.

    Pra mim o que mais me chama atenção nesse filme e no de 82 é o vazio nos personagens.. sua solidão entre torres de concreto… e a busca por algo real, algo verdadeiro… e por isso o personagem k tem uma jornada interessante, não acho o filme um simples repeteco do anterior.

    No filme de 82 a discussão era sobre alguns individuos (um micro universo) e em 2049 passa para algo maior, para o futuro.

    Sempre vou fazer propaganda da serie Batllestar Galactica de 2004/2009, pois é a melhor obra a se inspira nesse universo de Blade Runner, onde os cylons (uma IA idêntica aos humanos) leva a humanidade a beira da extinção e a única salvação é uma criança, filha de humanos e cylons.

    • Tania:

      Batllestar Galactica é “tosco” perto de obras como Blade Runner… comparação descabida.

  • Nildo Ira:

    Simplesmente magnífica essa sequência, nada fugindo ao original, o clima, os personagens, tudo perfeito, a princípio um filme muito difícil de digerir mas com o tempo será reconhecido como um novo clássico ou cult, atuações impecáveis dos personagens principais, o roteiro e as novas idéias deram ao filme uma sequência digna de uma superprodução, é um filme para se assistir diversas vezes como foi o primeiro pois a riqueza de detalhes é imensa, à quem ainda não viu, bom divertimento!

  • Eliana:

    assisti hoje… achei legal… vcs vem tanta coisa num filme, tantas teorias filosoficas existenciais quanticas anamorficas rsrsrs eu so vejo uma historia legal e pronto

  • Tamura:

    Acho BR excelente. Mas está longe de ser uma obra prima do cinema. Execrado na época do lançamento, ganhou status cult depois, e hj em dia está sendo colocado em um pedestal injusto. Não é nem a porcaria que disseram que era em 82, nem a masterpiece que dizem dele hj. É um excelente filme. “Só” isso. Tem problemas: atuação burocrática do Ford, questões mal resolvidas (que hj em dia são elogiadas como “questões em aberto” “para o público decidir”), uma reviravolta bacanuda, porém sem embasamento com o comportamento de Roy antes da cena final. Não é perfeito, como dizem.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Tamura

      Vendo os comentários que postou, acabei esquecendo de enfatizar o agradecimento pelos seu comentários. Acho importe que o debate venha a tona sempre. De maneira saudável.

      Obrigado

  • Mr. Mounders:

    Trilha sonora, atuações, direção, toda a estetica do universo criado, todas essas coisas são maravilhosas no filme original, mas o que me chama mais a atenção são os dialogos entre os personagens, cara em cada dialogo a um (ou ate mais) questionamentos, algo para você pensar, parar e refletir, p u t a q p a r i u, é muito incrível isso, a conversa entre o Roy e o Tyrell, o Deckard e o Roy, ate no inicio do filme onde trás aquele momento lindo e sublime, do cara fazendo o teste para ver se o outro era replicante, por mais que as palavras a primeiro momento pareçam ser aleatorias (mas descobrimos depois que elas não são, tudo é parte do teste) mas você ver o modo como o replicante se porta quando cada frase é dita,a atuação do cara, porra que cena linda cara, sempre quando revejo Blade Runner me sinto revendo 2001, onde a cada vez que eu assisto novamento, vou tirando outras percepções que antes não havia visto ou ate entendido, acontece muito comigo isso, a visão que tenho de Blade Runner hoje é diferente da que eu tinha quando assisti a primeira vez, é diferente da que tinha quando assisti a uns 5 anos atras e provavelmente possa a ser diferente de quando eu assistir novamente daqui uns 10 anos no futuro, eu sempre estou tirando algo novo do filme, seja alguma lição ou algum significado que antes eu não tinha percebido. Esperamos muito por essa continuação, verei amanhã e pelas críticas que tenho lido, não vou me decepcionar, encontrarei uma p u t a obra de arte, à altura da obra prima de 82. Que bom que vivi pra chegar esse dia!!!

  • Gisele Pereira:

    As qualidades de Blade Runner original pra mim são tantas que ele só fica atrás de 2001, como melhor FC de todos os tempos:

    – Expandiu elementos de Metropolis
    – Elevou o conceito de inteligência artificial a outro nível.
    – Levou ao cinema o universo cyberpunk de forma tão brilhante que até hoje nada se compara aquilo em temos de filme.
    – Tem a trilha sonora mais impactante da história, pesada, espacial, que consegue transmitir perfeitamente aquele clima melancólico de uma Terra moribunda… sem esperança…
    – A fotografia é deslumbrante, pois trás uma atmosfera noir… a cena em que a Rachel se aproxima do piano do Deckard ou as cenas no apto do Sebastian… são absurdas de lindas…
    – O uso da fotografia como discussão para nossas memórias é muito interessante.
    – O teste Voight-Kampff
    – O desfecho do confronto do Roy com seu “pai” esta entre as melhores do cinema, assim como o clássico discurso das lágrimas na chuva, que é meu momento favorito da história.

    Enfim…
    Somente pra agregar recomendo a boa matéria do Omelete, e a analise do filme ou livro do pessoal do formiga elétrica que mostra o quanto essa obra é magnifica.

    • Mr. Mounders:

      hahaha veio postar propaganda do Omelete e do Ovelha Elétrica???

  • Dumbogi:

    É claro que mesmo um empreendimento tão oportunista como este precisa de suscitar algum romantismo, fazer crer que a convocatória do nome e do universo de Blade Runner abre num passe de magia a porta para a “reflexão” e para a “especulação filosófica”, e que 2049 é mais do que a adulteração aguada e pouco imaginativa das ideias do filme original, uma espécie de cover ligeirinha antes de ser um remake ou uma sequela, com uns pozinhos roubados aqui e ali ao melhor estilo pica-pau: ao A.I. de Kubrick e Spielberg (mas com o Pinóquio tão perdido de vista como Dick), ao Ghost in the Shell, ao Her de Spike Jonze, a que acresce o truque básico com que qualquer sequela despropositada se auto-justifica, a magna questão de se saber quem é filho de quem e quem é pai de quem.

    • Silvina Verônica:

      Concordo. Blade Runner 2049 é um prato cheio. Ame-o ou deixe-o, o original é um dos filmes mais influentes do gênero de ficção científica. Por isso mesmo, o novo longa já causou indignação, admiração e reflexão antes mesmo de ser exibido. Com 35 anos entre um e outro, o projeto da sequência sempre foi ambicioso e teve cuidado ao selecionar um elenco eclético e de primeira com um diretor admirado pela crítica e pelo público, o canadense Denis Villeneuve. Blade Runner 2049 é reciclagem em vez de novidade. Ao deslocar as ambições filosóficas para segundo plano, Blade Runner 2049 não explora ideias novas, ele meramente revisita as questões exploradas 35 anos atrás. São as mesmas: o uso de inteligência artificial como força escrava, o desenvolvimento de emoções e relacionamentos entre humanos e androides e, finalmente, a humanidade que existe em robôs e a falta dela nas pessoas. Além disso, a destruição ecológica do planeta e o medo de humanos serem dominados pela sua criação. Em uma das inúmeras referências bíblicas neste novo filme, que mesmo nisso copia o primeiro, alguém diz: “O número de série pródigo retorna”

  • Mazinho:

    Se o Deckard é um replicante, como ele envelheceu???

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Mazinho

      Bem vindo.

      Não ficou claro qual versão que Denis Villeneuve seguiu: Se a versão lançadas no cinema (1982) ou a versão final (2007). Talvez este seja um das qualidade do filme: deixar em aberto para o publico imaginar individualmente. Eu acredito que ele é um , e que sua tecnologia é avançada o suficiente para possuir tal elemento humano. Algo que é o objetivo da discussão que o filme propõe em 1982

      Entretanto, se viu o filme, envelhecer é o menor dos problemas rs.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

    • Tamura:

      Não entendo pq é bom “deixar em aberto” para o público imaginar algo. Se uma obra é boa, deve ser completa. Se vc sai do cinema com espaço para divagar uma questao de roteiro, isso não é bom, é ruim. Houve problema na concepção da história. Temos que parar de elogiar essas coisas. Se um mistério do filme não é revelado, se uma dúvida pairou sobre os personagens e será respondida em uma sequencia, se algo não foi esclarecido mas não deu margem para interpretação, isso é outra coisa. Agora, jogar uma questão de leve na tela e deixar o espectador “decidir” o que é aquilo é uma falha. Se nos livros, por exemplo, isso não existe, pq deveria existir no cinema?

    • Tamura:

      Eu quero saber EXATAMENTE que historia o Villeneuve seguiu, quero saber EXATAMENTE se p Deckard é replicante ou nao. So assim para eu ter uma experiencia completa e esclarecedora, fechada, ciclo completo. Nao quero sair do cinema pensando “ah, se o Villeneuve seguiu a versao de 82, entao isso significa que… mas se ele seguiu a de 2007 entao…” fala serio… uma coisa é vc sair do cinema tentando entender mais a “filosofia” de certo personagem. Outra bem diferente é vc sair do cinema sem saber se tal personagem é robo ou humano. Ai nao da.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Tamura
      Bem vinda

      Para você qual a versão que ele seguiu? Independente de qual , você esta certa.

      E ninguém poderá discorda, pois o filme lhe deu esta brecha. Isso que é o bom da arte em si. Até porque o filme só existe porque o publico o interpreta. Se um diretor sempre se propor uma obra que não gere uma interpretação , um senso critico, um maneira diferente de ver um contexto, algo esta errado.

      Em muitos casos, quando um filme deixa em aberto algumas questões de maneira proposital para que o publico decida (e nenhuma será errada) mostrando confiança no mesmo. Como podemos lembra no filme “A Origem”, onde alguns acham que pião esta caindo e outros não . Uma questão simples que muda completamente a interpretação da obra.

      Ou como diria Martin Scorsese : “Bons filmes, feitos por cineastas de verdade, não são criados para serem decodificados, consumidos ou instantaneamente compreendidos. Eles não são nem feitos para serem gostados instantaneamente. São feitos porque a pessoa por detrás das câmeras tinha que fazê-los”.

      Abraços

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Tamura,
      Bem vinda novamente

      Quanto a questão “Se nos livros, por exemplo, isso não existe, pq deveria existir no cinema?”
      Devo lembrar que um filme não tem obrigação de seguir fielmente sua fonte de inspiração. São linguagens e gramáticas diferentes, e um roteiro tem que ser tratado com um elemento novo (mesmo quando baseado em algo)

      Abraços

  • Marcos Henrique:

    sempre vi compartilharem suas críticas la no grupo Assunto é Cinema, como não conhecia o site, não entrava… esses dias um cara lá estava elogiando um artigo do Maxverso sobre o que é ser cinéfilo, ai hoje compartilharam lá essa crítica, finalmente vim conferir e não me arrependi, parabéns pelo site e pelo trabalho, excelente, alto nível mesmo, substituiu o Plano Crítico na minha lista de favoritos aqui

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Marcos Henrique

      Bem vindo e Obrigado pelo elogio

      Tento sempre levar o que aprendi e aprendo para o leitor e procuro fazer sempre baseado em critérios e linguagem cinematográfica de uma maneira que possam agregar valores sobre Cinema e de maneira respeitosa – isso , claro, não me isenta de possa vir e discordar , pelo contrário.

      Abraços

  • Igor Soares:

    Quando um crítico técnico com vc se derrete assim por um filme, é um bom pressagio hahaha vou ver sabado!

  • Josivaldo Lima:

    Filmaço… o melhor do ano, na minha opinião… melhor que Dunquerque! Não sou entendido como vc no assunto, para comparar tecnicamente BR2049 com Dunkirk, alem disso o quesito “emocional” fala alto em Blade Runner, por causa do original de 82, mas acho que é o melhor do ano. Pelo menos até SW – Ultimos Jedi estrear hehehe zoeira, SW nunca é um primor técnico, vale mais pelo enredo pelo qual nos apaixonamos 30 anos atras.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Igor
      Bem vindo novamente

      Concordo. rs

      Mas a questão técnica tem que ser agregada sempre na analise do filme. Pois isso ajuda ainda mais o envolvimento psicológico com o filme .

      É aquela máxima : O conhecimento jamais supera a experiência.

      Obrigado pelo comentário

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Josivaldo Lima

      Bem vindo

      Realmente BR2049 pode ser considerado sim um dos melhores do ano . Dunkirk também esta na minha lista, mas o filme do Nolan é um pouco mais frio em termos de conflitos humanos (mas mesmo assim ainda causa emoção ao publico pelo montagem que pouquíssimos filmes fazem)

      Mas quanto a ser entendido, isso não diminui sua opinião ok? Se você não gostar de um filme que eu gostei , você deve discordar dizendo porque etc..

      Star Wars é um assunto a parte , tem um mitologia que se confunde com a historia do cinema rs – mas , claro que isso não isenta de erros. Mas esperamos que em “The Last Jedi” não ocorram rs.

      Abraços

  • Jo Ana:

    filme nadaver… nao entendi nada…

    • Rodrigo Rodrigues
      rodrigo:

      Jo ana
      O filme tem tudoaver.
      Qualquer dúvida…
      Abraço

  • Adriana Santos:

    Um dos poucos filmes de ficcao cientifica que me interessam… nao vejo a hora de assistir. Nao sei se no original o Ford fez um grande papel ou só mostrou que era um ator mediano … rs… mas sei que sentirei falta do Huthger Hauer.

    • Rodrigo Rodrigues
      rodrigo:

      Adriana Santos
      Bem vinda
      Assista o filme o mais rápido e depois retorne para sabermos o que achou. No filme original o ator mesmo disse que não foi um desafio muito grande pois o visual do filme era mais importante rs.
      Abraço

  • Roger Moura:

    um dos filmes que sempre temi ver reboot ou remake ou continuacao… no fim das contas, quem diria, parece que ficou bom… ja me animo com a possibilidade de uma continuacao de outro classico, De Volta para o Futuro!!!

    • Rodrigo Rodrigues
      rodrigo:

      Roger Moura
      Bem vindo
      Realmente sempre há de temer estes filmes, mas não foi o caso de Blade Runner. Somente acho que De volta para o futuro seria um erro pela obra ter características tão distintas que simbolizou um época. Assim como o fato de ser uma trilogia tão bem construida e pensada de maneira única…

      Abraços e obrigado pelo comentário.

    • Josivaldo Lima:

      Que tal uma nova trilogia, com os filhos do Marty e o próprio Marty ja velhao hehehe…

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo:

      Josivaldo

      Bem vindo
      Acho que não. Tem filmes (mesmo poucos) que não se pode mexer. rs

      Por enquanto eu fico tranquilo porque o Bob Gale (produtor da trilogia) disse que ele , enquanto vivo , não permitirá que façam novos filmes. Claro que isso é algo que um dia poderá mudar, mas por enquanto … rs

      Abraços e obrigado pelo comentário.

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