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Censura nas HQs: o Código dos Quadrinhos

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Selo do Código dos Quadrinhos

Há cinco anos comemoramos o fim do Código dos Quadrinhos (Comic Code Authority), órgão de censura que perdurou por mais de cinquenta anos na indústria das HQs. Apesar de sua influência ter sido mínima nos últimos anos, em seus primeiros anos o Código causou um impacto profundo na história das histórias em quadrinhos.

Se você nunca ouviu falar sobre a censura nos quadrinhos ou crise dos quadrinhos, saiba que estamos falando mesmo de uma censura, com perseguição de artistas, falência de empresas e pessoas incendiando quadrinhos nas ruas!

Criado pela Associação Americana de Revistas em Quadrinhos (Comics Magazine Association of America – CMAA), o Código dos Quadrinhos surgiu com o intuito de garantir a qualidade do conteúdo das histórias nos quadrinhos para que os pais soubessem que aquelas histórias não conteriam nada inapropriado para seus filhos. A iniciativa da Associação Americana de Revistas em Quadrinhos surgiu em resposta às acusações levadas ao Senado estadunidense nas seções que debateram a delinquência juvenil, entre os anos de 1953 e 1954.

Para entendermos o surgimento do Código dos Quadrinhos é fundamental entendermos seu contexto e a crise da indústria das HQs nos Estados Unidos que culminou no movimento contrário aos quadrinhos, ou seja, a crise não surgiu a partir do código e sim o código em decorrência da crise e por fim agravando-a.

No documentário Comic Book Confidential (1988), os autores Ron Mann e Charles Lippincot abordam a trajetória das histórias em quadrinhos nos Estados Unidos, entre as décadas de 1930 e 1980. O documentário traz uma série de entrevistas com editores, quadrinistas e especialistas que relatam suas experiências como profissionais do ramo das HQs, assim como relatos de suas interações com a mídia do quadrinho enquanto leitores. De acordo com a análise proposta no documentário ao compreender o contexto e as razões pelo declínio das vendas dos quadrinhos e o desinteresse pelo gênero dos super-heróis no final da década de 1940, a quantidade de super-heróis e de histórias esgotou a capacidade criativa dos artistas e pela recorrência da mesma fórmula narrativa das histórias dos heróis, o gênero que alavancou a indústria dos quadrinhos se tornou obsoleto fazendo com que as vendas caíssem drasticamente.

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Capa da Crime SuspenStories da EC Comics

Com o final da Segunda Guerra Mundial, os super-heróis deixaram de enfrentar grandes tiranos que buscavam dominar o mundo em suas histórias para voltarem a impedir assaltos a bancos e com o tempo suas aventuras perderam prestígio e abriram espaço para outros gêneros de histórias em quadrinhos, pois o desinteresse popular pelas histórias dos imbatíveis justiceiros não acabou com o interesse por novas histórias em quadrinhos dos leitores, que já haviam se habituado a leitura das historietas. Foi nesse contexto que editoras como a Enterteiment Comics (EC), de William Gaines, atingiram o gosto popular ao trazer em suas revistas histórias de ficção científica, horror, terror, suspense e crime. As violentas histórias de séries como Tales from the Crypt, The Vault of Horror, Crime SupenStories, todas publicadas entre os anos de 1950 e 1955, circulavam indiscriminadamente entre adultos, jovens e crianças.

Com o crescente problema da delinquência juvenil, nos Estados Unidos do final dos anos quarenta e começo dos anos cinquenta, pedagogos, psiquiatras, organizações religiosas e associações de pais preocupados com a formação moral cívica de seus filhos e de toda a juventude, acusaram os quadrinhos de incentivarem comportamentos antissociais ou indesejados.

Sean Howe, no livro Marvel Comics: a história secreta, define o momento no seguinte trecho:

“As tendências dos gibis estavam mudando a velocidade alarmante. Os EUA pós-guerra, agora obcecados com a praga da delinquência juvenil, começaram a arrancar quadrinhos de temática criminosa das mãos dos jovens e, ao notar a permissividade sexual e a violência nas páginas, acharam que haviam encontrado a arma do crime”(HOWE, 2013, p.36).

Will Eisner, quadrinista e autor de estudos sobre as narrativas gráficas, como Quadrinhos e Arte Sequencial (1985) e Narrativas Gráficas (1996), descreve o cenário negativo entorno dos quadrinhos durante o período em que os gibis foram alvo das denúncias que voltaram a opinião pública contra as HQs no prefácio do livro A Reinvenção dos Quadrinhos: quando o gibi passou de réu a herói – de Álvaro de Moya (2012).

No princípio da década de 1950, na América, foi quando começou a condenação pública dos quadrinhos. Com o Senado envolvido na onda de denúncia, vastamente divulgada, de que os quadrinhos seduziam crianças inocentes levando-as a praticar atos criminosos, ficou ainda mais difícil aplicar o status de arte a um profissional dos quadrinhos. (EISNER, 2001, in MOYA, Álvaro de, 2012, op cit.)

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Livro Sedução dos Inocentes, de Fredric Whertham

Quando Eisner menciona as denúncias de que os quadrinhos “seduziam crianças inocentes”, ele está fazendo alusão à principal referência do movimento contrário aos gibis, o livro Sedução dos Inocentes, do psiquiatra Fredric Wertham. Nobu Chinen, pesquisador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP e membro da Comissão Organizadora do troféu HQMix, publicou em 2013 na 2ª Jornada Internacional de Histórias em Quadrinhos, evento organizado pelo Observatório, um artigo sobre a influência do livro de Wertham nos estudos de quadrinhos no Brasil. Chinen realiza um levantamento onde aponta que o livro Sedução dos Inocentes é citado em mais de 70 livros, sendo a obra mais citada, entre elogios e críticas, no campo de estudos dos quadrinhos. Chinen destaca que “apesar de ser constantemente descrito como uma obra desvairada, de um perigoso reacionário”, o livro de Wertham seria “um trabalho que se pretendia científico”, exigindo do cientista e sua equipe, sete anos de pesquisa, entre análise dos quadrinhos e entrevistas com diversos jovens. (CHINEN, 2013, p.2)

O livro, de fato, contém diversos pontos questionáveis, afirmações absurdas, teorias mal fundamentadas e, propositadamente, exagera no tom dramático de seus relatos. Mas, inegavelmente, era fruto de uma convicção sincera de um médico sério preocupado em preservar as crianças e adolescentes da violência gratuita e inversão de valores frequente nos quadrinhos. Nesse aspecto, basta ver os exemplos citados no livro para constatar que realmente, havia excessos. Um dos erros do Dr. Wertham foi partir de uma premissa equivocada ao inferir que, pelo fato de todos os delinquentes que passavam por sua clínica terem lido gibis, os quadrinhos eram responsáveis por levá-los ao crime. (CHINEN, 2013, p.3)

Respeitado entre os profissionais de seu ramo, Wertham se tornou prestigiado pelo seu trabalho, atuando como perito em casos de jovens infratores, figurando em julgamentos de repercussão nacional nos EUA, “sua batalha contra os excessos nos quadrinhos o tornou uma espécie de celebridade e autoridade no assunto” (CHINEN, 2013, p.2). O livro de Fredric Wertham se tornou o ícone dos movimentos que buscavam maior controle do conteúdo dos quadrinhos e assim se tornou também o alvo de todos aqueles que defendiam as histórias em quadrinhos. Em seu artigo, Nobu Chinen desmistifica algumas das acusações que recaíram sobre Wertham, no intuito de garantir uma crítica justa ao livro do psiquiatra, uma das principais atribuições ao livro é de ser a obra que iniciou a perseguição aos quadrinhos, acerca do início dos movimentos pela restrição do conteúdo dos quadrinhos, Chinen destaca:

[…] não é verdade que o livro tenha provocado a onda de perseguição aos quadrinhos, pois já havia um forte movimento de rejeição que beirava a histeria, a partir do final da década de 1940. O próprio Wertham havia publicado, em 1948, uma matéria na popular revista Collier’s alertando para o que ele entendia ser a ameaça dos quadrinhos na formação de crianças e jovens. (CHINEN, 2013, p.2)

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Fogueira de Gibis

Sobre esse “movimento de rejeição que beirava a histeria” citado por Chinen, Sean Howe (2013) ressalta que, inspiradas em “artigos de reprimenda” aos quadrinhos publicados nas revistas Time e Collier’s, “cidadezinhas organizaram fogueiras de gibis” (HOWE, 2013, p.36). Waldomiro Vergueiro e Roberto Elísio dos Santos (2015), argumentam que os quadrinhos foram rejeitados tanto pelos grupos que se preocupavam com o conteúdo inapropriado a formação moral das crianças contidos nos quadrinhos, quanto por aqueles que defendiam que o hábito em si de ler os gibis prejudicava a formação intelectual dos jovens:

Dos anos 1940 à década de 1960, as histórias em quadrinhos foram alvo de críticas, tanto por parte de grupos conservadores – que as viam como um produto disseminador de ideias perniciosas, que afastam seu público (crianças e jovens) da literatura e dos estudos – como de teóricos críticos – que as consideravam produtos de baixo nível cultural, que induziam comportamentos sociais indesejados (VERGUEIRO; SANTOS, 2015, p.24)

Vergueiro (2013) enfatiza que “qualquer análise imparcial irá evidenciar que as perseguições a outras formas de expressão ocorreram sempre quanto a segmentos de produção, não ao meio ou à linguagem propriamente ditos”, porém com os quadrinhos o meio em si era rejeitado, como “despido de qualquer qualidade ou possibilidade de almejar alguma coisa parecida com excelência de conteúdo” (VERGUEIRO, 2013, p.6 – 7). Tanto pelo conteúdo das histórias, quanto pelo costume de ler as revistinhas, os quadrinhos eram, no início dos anos cinquenta, o principal foco do debate acerca da educação dos jovens e crianças, e como observam Santos Neto e Silva (2015), foi no campo da educação que as principais batalhas contra os quadrinhos foram travadas.

No contexto de tais batalhas é importante relembrar as lutas ocorridas no campo da educação, que foi fortemente atingido, na metade do século passado, pelos comentários do psiquiatra alemão naturalizado americano Fredric Wertham, responsável por disseminar ideias acerca dos efeitos negativos dos quadrinhos sobre a personalidade de crianças e jovens, dentre delas: a influência “antieducacional” das HQs que, segundo ele, faz com que o/a leitor/a assíduo/a de quadrinhos sempre um não leitor/a de livros, além de tais histórias tornarem as crianças indefesas frente a tentação da violência. (SANTOS NETO; SILVA, 2015, p.11)

Como define Nobu Chinen (2013) em seu artigo, o trabalho de Wertham “foi o rastilho de pólvora que se ascendeu num ambiente altamente inflamável” (CHINEN, 2013, p.2). Com o crescimento das denúncias e do movimento que via no quadrinho o agente do desvio comportamental dos jovens, em 1953 o Senado dos Estados Unidos iniciou audiências públicas, conduzidas pela Subcomissão de Delinquência Juvenil, com o objetivo de investigar as denúncias contra a indústria dos quadrinhos. Como resultado das audiências, as principais editoras se uniram para criar, em 1954, a Associação Americana de Revistas em Quadrinhos (Comics Magazine Association of America – CMAA), responsável por implementar o código dos quadrinhos (Comic Code Authority)(MAIR; LEE, 2002, p.95)

censura-300x300 Censura nas HQs: o Código dos QuadrinhosO código dos quadrinhos foi um selo que garantia que aquele quadrinho havia sido aprovado pela Associação Americana de Revistas em Quadrinhos que observava se o conteúdo das revistas estava de acordo com os parâmetros da associação. As histórias eram revisadas, direcionadas às faixas etárias condizentes ao conteúdo das histórias, de acordo com o código, e por diversas vezes censuradas. Ron Mann e Charles Lippicot resgatam, em seu documentário de 1988, imagens do filme produzido pela Associação Americana dos Quadrinhos, onde o juiz Charles Murphy demonstra o processo que as revistas submetidas ao código passavam. No filme, o juiz analisa as histórias corrigindo falas consideradas exageradas ou inapropriadas e substituindo ou apagando imagens tidas como violentas, sensuais ou chocantes, uma vez adaptadas conforme o código, as revistas recebiam o selo de aprovação.

Devido ao impacto da censura muitos desenhistas e escritores deixaram de trabalhar com quadrinhos e algumas empresas faliram, como o caso da EC Comics. Álvaro de Moya (2012) cita o caso de Jack Cole, que desenhava Homem–Borracha (Plastic Man), e entrou para “lista negra” por desenhar certa vez um quadrinho de horror no qual uma personagem estava sob efeito de drogas, então seu desenho foi considerado apologia ao crime e às drogas. Cole não conseguiu trabalho em nenhuma revista, tempos depois Jack Cole se suicidou. (MOYA, 2012, p.26)

O Selo, ou Código dos Quadrinhos, foi capaz de manter a indústria dos quadrinhos viva, porém com um alto custo. As constantes censuras e limitações impostas pelo Código fez com que muitos artistas desistissem dos quadrinhos depois de se desdobrarem para encontrar uma forma de se adequar às exigências, além do próprio movimento contrário aos quadrinhos e sua implacável perseguição terem deixado estigmas que persistem até os dias de hoje. Infelizmente, os quadrinhos ainda são vistos em muitos meios como algo inapropriado, infantil, ou um mero entretenimento barato.

A ideologização introduzida pelo Código nas histórias, com diretrizes onde, por exemplo, um oficial da lei não poderia estar errado nas histórias, ou os quadrinhos voltados às meninas, em que basicamente se tratava de histórias que mascaravam a normatização de conduta, ou seja, apontavam como as mulheres deveriam ser, o que deveriam gostar, como deveriam agir, todos esses direcionamentos geraram um crescente desinteresse pelos quadrinhos e a revolta de leitores e artistas que em algum momento formariam um movimento de contestação e resistência, no calor da ascensão dos jovens dos anos 1960′, e dos movimentos políticos, ideológicos e culturais do período.

Nos quadrinhos mainstream também foram necessárias reformulações, reinvenções e muita criatividade para sobreviver à crise e ressurgir outra vez como “carro-chefe” da indústria das HQs. Este é o berço dos períodos que leitores e quadrinistas chamam de Era de Prata dos Quadrinhos e onde também ocorreu a Era Marvel (onde quase tudo que você conhece da Marvel surgiu em poucos anos!)

Todas as decorrências do Código dos Quadrinhos foram responsáveis por alterar drasticamente a história das histórias em quadrinhos. Os movimentos que surgiram em resistência, os artistas que conseguiram triunfar na indústria mesmo com as imposições da censura, e toda a busca de reconhecimento e respeito para com os quadrinhos foram fundamentais para o que entendemos hoje como Nona Arte, como Histórias em Quadrinhos… mas isso tudo é assunto demais para uma matéria, então abordaremos futuramente estes temas. Fiquem espertos e não deixem de nos acompanhar!

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Referências:

CHINEN, Nobu. Reinterpretando Wertham. Influência de Seduction of Innocent nos estudos
de quadrinhos no Brasil. In: Anais da 2ª Jornada Internacional de Histórias em Quadrinhos
organizada pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP. 2013. Acessado pela útima
vez em 29/11/2015 no link: http://www2.eca.usp.br/anais2ajornada/anais2asjornadas/anais/10%20-
%20ARTIGO%20-%20NOBU%20CHINEN%20-%20HQ%20E%20HISTORIA.pdf

Comic Book Confidential. Direção: Ron Mann. Roteiro: Ron Mann e Charles Lippicot.
Produção: Don Haig; Charles Lippicot; Martin Harbury. Duração: 90 minutos. Cinecom Pictures,
1988. Acessado pela última vez em 29/11/2015, no link:
https://www.youtube.com/watch?v=3Lf_ClYgrSw

HOWE, Sean. Marvel Comics: a história secreta. Tradução de Érico Assis. 1 edição. São
Paulo: LeYa, 2013.

MAIR, George; LEE, Stan. Excelsior! The amazing life of Stan Lee. 1 edição. Nova Iorque:
Touchstone, 2002.

MOYA, Álvaro de. A reinvenção dos quadrinhos: memória da primeira exposição mundial
da arte sequencial: quando o gibi passou de réu a herói. 1 edição. São Paulo: Criativo, 2012.

SANTOS NETO, Elídio dos, SILVA, Marta R. P. Histórias em quadrinhos e práticas
educativas, volume II: os gibis estão na escola, e agora? 1 edição. São Paulo: Criativo, 2015.

VERGUEIRO, W; RAMOS, P; CHINEN, N. Os pioneiros dos estudos de quadrinhos no Brasil. 1
edição. São Paulo: Criativo, 2013.

VERGUEIRO, Waldomiro, A contribuição de Antonio Luiz Cagnin aos estudos sobre a
linguagem dos quadrinhos. In: VERGUEIRO, Waldomiro; SANTOS, Roberto Elísio dos. A
linguagem dos quadrinhos: estudos de estética, linguística e semiótica. 1 edição. São Paulo:
Criativo, 2015.

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Raul Cassoni

Professor, historiador e músico. Um hibrido de boêmio com nerd, caso a vida fosse um enorme RPG. Discípulo de Mestre Splinter, Mestre Kame, Senhor Miyagi, Tio Ben, Prof. Xavier, entre outros que me guiaram em meu juramento de pesquisar a Nona Arte "nos dias mais claros e nas noites mais escuras", sempre usando meus "grandes poderes", e conhecimento, com "grande responsabilidade".

5 comments

  • Karina Moreira
    Karina Moreira:

    Ótimo artigo, Raul! Interessante pensar que no Japão também houve épocas em que certos mangás foram objeto de preocupação. Alguns eram queimados, confiscados pela polícia, havia até lixeiras especiais para que a população jogasse fora os mangás considerados prejudiciais. Até hoje, de tempos em tempos, surgem discussões sobre censurar certos temas nos mangás, apesar de não existir um código dos quadrinhos como esse que havia nos EUA.

  • Rodolfo Parisi Santos:

    Parabens sr Raul, esse artigo foi o melhor que já li em vida sobre o assunto, e digo-lhe que do alto de meus 82 anos já estudei a história dos quadrinhos quase inteira em três línguas. Sou professor de artes aposentado aqui em Recife e usava minhas aulas para passar conhecimentos de arte sequencial aos alunos, e digo que plantei várias sementes em minha carreira. Seu texto será repassado a alguns colegas e amantes da nona arte. Parabéns.

    • Raul Cassoni
      Raul Cassoni:

      Obrigado, sr Rodolfo. Fico grato em saber que com tamanha experiência nos estudos dos quadrinhos tenha gostado tanto do meu artigo. Fico feliz também em saber que tenha contribuído para espalhar a semente dos quadrinhos entre seus educandos! Obrigado mais uma vez!

  • Yan:

    Excelente texto! Fantastico! Parabens! Eu so conhecia de citações esse Codigo, e agora sei o que é… mas pq ele deixou de existir?

    • Raul Cassoni
      Raul Cassoni:

      Oi Yan, obrigado! Fico feliz que tenha gostado do texto! Quanto ao fim do Código, como disse chegaremos lá.. pretendo continuar abordando as consequências do Código e os movimentos responsáveis por questionar e por vezes romper com os limites da censura nos próximos textos.. mas já lhe adianto que em 2011, quando o Código acabou, ele já não tinha muito impacto, ou seja, se tornou obsoleto e redundante. Mas fique atento nos próximos textos que muita coisa interessante nasceu dessa história!

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