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CINEMACríticasNERD + GEEKSci-FiCrítica: Alien – Covenant
Alien_Destaque

Crítica: Alien – Covenant

Alien_Crtaz Crítica: Alien - CovenantAlien: Covenant

Diretor: Ridley Scott

Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Jussie Smollett, Callie Hernandez e Uli Latukefu

Após o retorno do diretor ao universo de Alien, Ridley Scott não conseguiu apresentar de maneira satisfatória uma obra com respostas para as discussões que Prometheus se propôs a abraçar. Não que tenha tornado a obra um desastre, pois mesmo com suas falhas ainda poderíamos tirar algo de positivo em sua narrativa, mas era visível que ficou longe do potencial prometido. E a partir daí começam os problemas de sua continuação Alien: Covenant. Não respondendo as questões anteriores, o roteiro de John Logan e Dante Harper se mantém quase com a mesma estrutura de Prometheus  –  e mantendo o interesse do espectador durante seu primeiro ato mais pela necessidade de mostrar como os fatos relacionados à Covenant se encaixam com os acontecimentos da obra anterior –  mas com o tempo, vamos percebendo que tudo vai soando como uma história praticamente nova, abrindo margens para acreditarmos que os realizadores estão tentando grosseiramente corrigir os erros do filme anterior.

Indagações como “Quem somos?”, “De onde viemos?”, “O que desejam afinal os engenheiros com o vírus alienígena?” ou ” Porque do ódio contra a humanidade?” acabam tornado os arcos das histórias não tão claros, apenas mudando o ponto de vista das perguntas e ainda inserindo uma série de alegorias que soam desnecessárias pelo seu excesso e até pedantismo, como metáforas e analogias nada sutis para Frankenstein, passando pelo soneto Ozymandias de Percy Bysshe Shelley (marido de Mary Shelley), Byron, fatos bíblicos etc.

10 anos após o desaparecimento da Prometheus, a nave Covenant parte em missão colonizadora ao distante planeta Origae-6, cuja viagem levará meses com a tripulação em sono profundo, mas devido a um acidente (ou acaso), a nave acaba encontrando no caminho outro planeta com condições para a colonização e de rápido acesso, todavia o local não é exatamente o que pensavam ser (óbvio). Neste início, o filme já apresenta seu primeiro conflito: seria a fé a responsável pela tal premissa, enfatizando a questão religiosa do contexto? (no caso contradizendo a questão conspiratória do seu antecessor e da saga em si), ou realmente a direção insinua que algo os colocou no caminho do planeta? (o que seria ainda mais frustrante). Alien_Meio Crítica: Alien - Covenant

Não que as metáforas ou analogias para tais questões sejam um problema, mas ao querer inserir tantos conceitos no mesmo plano o filme acaba por diluir a discussão no geral e tornando por confusa sua narrativa, mesmo que como um filme de ação, Alien: Covenant se apresente mais eficiente que Prometheus, como podemos confirmar pela sequência em que uma nave é atacada por um dos Alien (não é spoiler, pois está no trailer), temos uma boa mise-en-scene na sequência e fazendo uma referência até mesmo a Aliens – O Resgate. Ademais, em seu clímax, Alien: Covenant inclui uma lógica visual nas cenas que remetem mais a Alien – O 8° passageiro e antecipa de maneira simbólica (isso com muita boa vontade minha) a ligação direta de um possível próximo filme com o clássico de 1979 – inclusive a trilha sonora com os acordes do clássico são ouvidas no inicio do longa.

O que nos leva a pensar na falta de criatividade do seu diretor e certa preguiça ao apelar para as resoluções usadas por ele quase quatro décadas atrás. Inclusive, para invocar tensão, a direção apela irritantemente para clichês que não condizem com um diretor do porte de Ridley Scott,  como as potenciais vítimas se afastarem para um local isolado para urinar, ou olharem para dentro de um ovo Alien depois de tantas mortes, ou personagens em excesso que não acrescentam muito na narrativa servindo apenas como “boi de piranha”.

Alien_Meio_2 Crítica: Alien - CovenantPersonagens estes, aliás, merecem uma análise a parte, a ponto da protagonista Danny (Waterston, lembrando Demi Moore em Ghost) passar boa parte do filme com uma irritante expressão de choro pela morte do namorado (James Franco, numa ponta vergonhosa via Youtube) e ser vítima do maniqueísmo do roteiro (vide a cena de um diálogo em que o interlocutor usa uma expressão, nada sutil, para provocar o choro involuntário da personagem devido a sua perda). Somente no segundo ato (assim como Ripley no filme original) ela assume a condução da história, mas sem uma faísca da força de Sigourney Weaver ou até mesmo de Noomi Rapace, e mesmo aparentemente usando Danny como uma nova Dr. Shaw (mas com uma simples e simbólica diferença vista no plano detalhe de seu “crucifixo”, que em vez de uma cruz tem uma estaca de crucificação, acho), poderíamos interpretar tal dilema como uma intenção de abordar a crença de sua protagonista de maneira diferente. Mas tudo vai por água abaixo com a presença de Oram (Crudup, um ator que me agrada mas que aqui não foi um boa opção), pois ao assumir o comando da nave, por exemplo, ele se mostra muito frágil e inseguro ao usar sua fé como mote principal, algo incompatível com sua posição de comando, além de não ter química alguma com Waterston.

(vale a pena contar também que tem um personagem “complexo” chamado Tennessee – interpretado por  Danny McBride – usando um chapéu de vaqueiro e se dizendo fã de John Denver?)

Se no filme anterior a questões filosóficas e religiosas eram concentradas (mesmo que superficialmente) na figura da protagonista, em Covenant o contexto vem da figura mais multifacetada do filme que é justamente a dos androides feitos por Michael Fassbender. O conflito entre tais personalidades é interessante pelo roteiro os tratarem como distintos em seus propósitos, mesmo sendo “irmãos”. Se Walter é visto mais com um personagem temente a “Deus” (leia-se seus criadores humanos), David é visto como um personagem complexo o suficiente para incorporar os aspectos humanos herdados de seu “pai” (Guy Pearce, numa pequena participação), em busca das respostas vindouras de Prometheus, onde tal embate com Walter é possivelmente visto como uma alegoria de Caim e Abel, mas não dentro de um paraíso – cuja resolução para o conflito entre os dois é decepcionante por se apresentar um embate físico completamente incômodo e  fora do contexto pelo grafismo da cena.

Contudo, Fassbender novamente apresenta um trabalho minucioso ao demonstrar duas personalidades distintas dentro de um corpo se rebelando contra sua “natureza” – algo que a dublagem como sempre irá destruir. Pois, ao contrário de seus criadores buscando suas origens, David é uma espécie de arauto do caos, o “Deus” vingativo (como no fraco Êxodo: Deuses e Reis) se voltando contra os criadores de seus criadores, numa psicopatia megalomaníaca ao se sentir como o próprio ao ser capaz de criar vida, fazendo-o viver numa espécie de dilema entre “servir no céu ou reinar no inferno”.

Quanto ao visual do filme, o design de produção de Chris Seagers merece até elogios por manter a mesma qualidade visual vista em Prometheus, onde a Covenant é tratada de maneira interessante como uma caravela desbravadora da época dos descobrimentos, uma a nave abastecida pela energia solar através de grandes velas douradas. Ao mesmo tempo ela funciona como grande laboratório, com seus corredores servindo como depósito colonizador de uma “Arca de Noé” genética/científica – em outra alegoria religiosa. Também é interessante notar o contraste com o laboratório de David sendo visto como um centro de estudos da idade média, engrandecido pela fotografia amarelada de um ambiente medieval, iluminado por fogo. Um local permeado de experimentos científicos de áreas como biologia e entomologia, com seus exemplares de corpos dissecados (inclusive humanos), anotações feitas em papiros e desenhos que mostram os resultados dos experimentos, remetendo a uma espécie de laboratório de Victor Frankenstein de insanidade em nome da ciência.

EnfimAlien: Covenant é um produto sem identidade (não existe outra expressão) tornando irregular em sua totalidade ao apelar constantemente para a memória de seus áureos tempos. Mas sem retribuir os espectadores com respostas à altura (resposta ocasionadas pelo próprio filme) a nossa atenção dispensada. Como se os realizadores tivesse usado qualquer critério para se basearem na criação desta obra, sem se dar conta de que para tudo há um limite. Inclusive nossa boa vontade.

Cotação 3/5

Alien_Final Crítica: Alien - Covenant

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RodrigoRodrigues-144x144 Crítica: Alien - Covenant
Amante inexperiente da sétima arte, crítico por insistência, mas cinéfilo acima de tudo e que cresceu com as produções dos anos 80. Descobriu ainda jovem certos diretores como Sergio Leone, Billy Wilder, Fellini , Scorsese e sua vida nunca mais foi a mesma. Acredita que a empatia, diálogo e o respeito ao próximo é a maior arma contra o fundamentalismo da sociedade retrógrada de hoje.
RodrigoRodrigues-144x144 Crítica: Alien - Covenant

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43 comments

  • Cássia Kiss:

    boa critica… realmente o filme tenta mas nao consegue se igualar aos melhores da serie Alien… uma pena que o Scott perdeu a mao

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Cássia,
      Bem vinda

      Obrigado pelo comentário
      Realmente decepcionou em vários fatores.

  • José Marques:

    É tão bom qd vemos um site em que o autor interage com os leitores… vc propos o debate sobre o Scott nao ser, afinal, um grande diretor, mas um diretor apenas bom que fez 2 obras primas. Proponho o debate de Alien ser de fato uma obra prima… eu acho que na época o furor de um sci-fi de terror muito bem dirigido e com uma fotografia espetacular contribuiu para isso, mas tecnicamente já vi especialistas dizerem que o filme não é tão bom assim, pois Scott abusa dos “sustinhos” potencializados por sons altos e movimentos repentinos, e por não ter orçamento pra mostrar muito o monstro, acabou tendo que esconder ele a maior parte do filme. O roteiro tb tem seus problemas, como Dallas entrar em um duto sozinho para caçar o monstro, uma atitude idiota e mal planejada, além da esperteza do animal de ter ido justamente pra cápsula da Rippley no final, qd inicia a auto destruição da Nostromo, fora o fato de que a criatura – coincidentemente – está sempre onde alguem esta sozinho (ou, no caso do comandante, qd ele está em dupla com a chorona). A deixa para o John Hurt ser levado pra dentro da nave tb nao faz sentido que só a Sigourney Weaver tenha se posicionado contra, todos os astronautas ali deviam se manifestar de forma preocupada com contaminação e segurança. Qd o Hurt desperta após o facehugger sair do rosto dele, tb deviam ter sido feitos vários exames e diagnósticos para ver se ele estava bem e um simples raio-x detectaria a criatura em seu corpo. Aliás, o Alien gestado dentro do hospedeiro é ao mesmo tempo o maior charme e o maior problema da franquia, pois imagine se alguém não sentiria uma criatura do tamanho de um braço dentro do seu corpo!!! Ainda mais se mexendo!!! Impossível! Enfim, apesar do sucesso e frisson da época, será que Alien – o 8º Passageiro, é mesmo uma obra prima? Tenho minhas dúvidas rsrs… abraço!

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      José Marques

      Antes de tudo, agradeço seu comentário e se propor ao debate. Acho obrigação (e respeito) de quem se propõe a escrever uma crítica, dialogar com os leitores. A boa crítica deve causar a discussão sadia.
      Obrigado mesmo.

      Vamos lá.

      Quanto ao debate, devemos lembrar um filme deve ser analisado pelo “que ele é”, e não exatamente “sobre” o que ele é. Claro que a questão do furor das sci-fi é importante, mas não necessariamente como Alien se apresentou. Uma das qualidades do filme é justamente se tornar um filme atemporal (o tempo é algo importante para analisarmos um filme , e passados quase 40 anos o filme ainda é referência do gênero “Sci Fi Terror”).
      Quanto a direção de Scott concordo ao dizer que é muito boa (isso todos somos unânimes).

      Mas discordo de quem disse que o filme não tão bom assim. Mas tenho que respeitar a opinião de que diz isso – principalmente se tirar um exemplo do filme e for baseado nas regras cinematográficas

      Quanto ao fato do filme não ter um orçamento, devo discordar (por favor não fique chateado comigo). Claro que um orçamento baixo e tecnologia podem limitar artisticamente uma obra, mas há diretores e diretores.

      Alien teve um orçamento em torno de 11 milhões de dólares e não acredito que isso tenha sido problema para construir o Alien. E mesmo que fosse o importante é o resultado – tem filmes hoje custando 200 milhões que são uma droga. Mas o fato da criatura quase não aparecer é justamente umas das maiores qualidades do filme (o mesmo feito por Spielberg em Tubarão que por motivos tecnológicos não podiam mostra a criatura o tempo todo). Como diria Hitchcock: “O publico teme o que não vê”.

      Quantos as cenas que mencionou serem “inverossímeis” (A cena com Dallas e o clímax na cápsula, por exemplo) procuro usar também o argumento do “poder da descrença” que é quando o espectadores estão tão envolvidos pela narrativa (fotografia, direção, montagem , trilha sonora etc..) de tal maneira que certas convenções passar impunes – até porque o cinema é uma arte feita para “enganar”.

      Quanto à cena da Ripley proibindo a entrada devo discordo em partes. No caso somente ela procurou seguir o protocolo de segurança, e a cena serviu para instalar o clima de conflito e tensão entre os personagens. Pois três dos integrantes estava no lado de fora e obviamente queriam entrar, pois não sabia o que estavam acontecendo. E dentro da nave somente havia a Ripley e o androide (Ian Holm) que já sabia o que estava acontecendo (não exatamente, mas já estava ciente que a companhia queria o que eles acharam) e abriu a porta – os outros dois integrantes (Parker e Brett) não estavam em cena.

      Quanto a cena do Kane não ter tido cuidado, enquadro na mesma questão de Dallas . Até porque com o bicho já tinha saindo, ninguém poderia imagina que haveria algo dentro. Kane somente percebeu na mesa de jantar – cuja cena é um primor da direção pela mise-en-scene, posicionamento dos atores, trilha sonora etc..

      Quanto à qualidade de obra prima ainda reafirmo isso. Pode não estar dentro do mesmo patamar de um poderoso chefão ou 2001, mas ainda sim, no mínimo dentro do gênero, considero. Direção de artes inspirada na obra de HG Ginger, a fotografia engrandecendo os corredores da nave, a direção que oculta o “assassino” durante boa parte, mas o mantém sempre presente, a edição que vai gradativamente aumentando a tensão etc..

      Mas se ainda não achar, eu respeito sua opinião e defendo o seu direito de dizer

      Agora peço como crítico (bom ou não), que sempre ao procurar ler uma crítica que sempre procure demonstrar o porquê daquela opinião – mesmo que não concorde . Não confiem em críticos que dizem simplesmente “não gostei”, “o filme é bom”, ” a fotografia é bonita” ou “o roteiro é ruim” sem que deem exemplo baseados no filme e na linguagem cinematográfica em si.

      Bem , não sei se ajudei na discussão, mas o dialogo ja valeu a pena.
      Obrigado novamente e espero que continue a ler nossos textos
      Abraço e seja sempre bem vindo

    • José Marques:

      Nós concordamos e discordamos de algumas ideias a respeito rs… eu acho o filme ótimo, mas nao o elevo a obra-prima por conta desses problemas que listei. Alguns de fato podemos relativizar por conta da imersao e suspensao de descrença, mas é duro de engolir um astronauta ver um organismo alienigena e chegar tao perto sem o menor temor (o mesmo ocorreu em Prometheus com a “cobra” e todo mundo desceu o pau). Nao terem feito o exame no John Hurt tb continuo achando absurdo, se me permite rs… imagina hj em dia um homem naquela situação e o animal solta dele… primeira coisa que fariam seriam exames de sangue, pra ver se algo o infectou… imagina no futuro com toda assepsia e tecnologia, impensavel uma criatura manter um homem em coma e depois, so pq saiu, ninguem faz nenhum tipo de exame nele. Alem disso volto ao ponto de ser impossivel um ser humano nao perceber uma criatura viva tao grande dentro de seu corpo! E não é no estomago ou adjacencias (como um feto humano na gravidez) e sim no tórax! Esses problemas (e alguns outros), me fazem não considerar obra prima. Qt ao que vc disse de sempre saber o porque eu concordo totalmente, tanto que estou te informando o pq discordo e os especialistas que vi falarem de Alien e citei no comentario eles falam que o Scott “trapaceia” na edição e nos angulos, e abusa dos sustinhos pra fazer o clima de tensao ficar sempre alto, algo que, segundo li, tecnicamente é condenável. Claro que o resultado final é ótimo. Nisso todos concordam rs.

    • Cesar Adriano:

      Sobre o monstro ir pra capsula, estou especulando, teria que rever o filme, mas ele estava na mesma área da nave que ela, e quando ela aciona a auto destruição, começam a soltar labaredas pelos corredores…isso não empurraria o monstro para o mesmo caminho dela, a capsula?
      O monstro estar sempre no lugar certo, acho que é simples, ele é um predador nato… é igual um leão.. só que ja nasceu com todas as manhas da caça no dna… esta sempre nas sombras…sempre na espreita … sabe se posicionar….
      Quanto ao Kane enfiar a cara no ovo, o cara estava usando um capacete…e acho que jamais imaginaria que o bicho soltava ácido, pois pelo jeito foi assim que entrou no capacete…e devemos lembrar que a tripulação era composta de “caminhoneiros”.. não estavam preparados para uma missão dessa… inclusive os mecânicos só foram pelo dinheiro rs… foram na marra… e é isso que talvez justifique o pânico da tripulante e o porque eles jamais teriam a frieza de ir pra quarentena.. tinha um bicho estrangulando um amigo deles…
      Se analisarmos a FC até 1979, Alien teve o mesmo impacto que um Star Wars, a diferença é que foi para a FC de horror.

    • José Marques:

      Boas ponderações do César… gostei! Não me recordava, a Nostromo era um cargueiro, os caras não são de fato todos cientistas e tal… já amenizou a coisa rs… ótima discussão essa!

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Jose Marques e Cesar Adriano
      Parabéns pela discussão. Fico feliz que o texto gerou um debate sadio.

      A Nostromo era uma cargueiro realmente e as ponderações do Cesar engrandeceram a conversa.
      E concordo quanto ao impacto de Alien na FC terror.

      Abraços.

  • Sonnen:

    eu curti… acho que o peso do Scott e da franquia jogam contra… se vc assiste “esquecendo” que é um Alien dirigido pelo Scott, muitos problemas “somem”… fica, de ruim de fato, apenas a direção meio pasteurizada e um ou outro problema no roteiro, mas de resto, considerei bem bom principalmente o clima de terror e a fotografia

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Sonnen
      Obrigado pelo comentário,
      Mas acho que os problema que você mencionou são muito graves para “esqueceremos”. Se um filme tem a direção pasteurizada e roteiro ruim não sobra muita coisa. Mas entendi o que quis dizer.
      Tem o clima de terror , mas o acho apelativo. Clima de terror não é necessariamente apelar para algo mais explicito (Alien -8 passageiro esta ai para ensinar isso)
      Quanto a fotografia, como não disse exatamente um ponto específico , ficarei com minha opinião rs.

      Agradeço sua opinião .
      Abraços

  • Isla:

    Filme ruim

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Isla
      Obrigado pelo comentário
      abraço

  • Zozimo:

    parei de ler em “Não respondendo as questões anteriores”… o filme é só resposta pra questões de Prometheus, como assim não respondendo questoes anteriores???

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Zózimo
      Bem vindo e antes de mais nada agradeço seus questionamentos. Isso faz a discussão de um filme ser sadia.

      As questões não respondidas são do tipo “Quem realmente são os Engenheiros?”, “O que eles querem?”, “Por que ficam brincando de Deus?”. Porque podem? isso é muito vago e decepcionante. “Porque construíram a humanidade para depois querer destruí-la? ” (inclusive fornecendo um mapa estelar para “não encontra-los”.

      Fora que a questão de mostrarem o que ocorreu depois de Prometheus é muito mal explicado e frustante. Então ficamos o filme todo torcendo para a “mocinha” para isso? Soa desonesto também por tudo soar como uma tentativa de consertar alguma coisa.

      Abraços

    • Pão de Mel:

      parei de ler seu comentário no “parei de ler…” kkk

    • Alice Diniz:

      Depois de Prometheus, eu também fiquei esperando que a sequência respondesse as questões, de uma forma mais clara e objetiva. Mas, antes mesmo de assistir Alien: Covenant, eu já esperava que isso não fosse acontecer, por conta, antes de tudo, das mudanças no título do filme, tendo em vista que o título final já indicava que daria enfoque na nova missão e tal.

      Mas o próprio Prometheus já indicava que várias coisas não seriam apresentadas de “mão beijada”, que seria necessário fazer uma correlação ou uma suposição, mesmo. Ficar na base da suposição é frustrante, mas isso é prática recorrente de Hollywood, eu acho, e muitas vezes até acaba tornando o filme mais interessante.

      Das perguntas “Quem realmente são os Engenheiros?”, “O que eles querem?”, “Por que ficam brincando de Deus?” e “Porque construíram a humanidade para depois querer destruí-la?”, algumas já foram – ou podem ter sido – respondidas. A primeira eu acho que não seja exatamente relevante pra história, embora eu mesma tenha ficado bem interessada em saber mais sobre eles. As outras dá pra responder fazendo uma correspondência com a relação entre os humanos e os andróides, a qual remete à relação entre qualquer criador e sua criatura.

      Por mais que a gente quisesse algo mais profundo ou elaborado, qualquer criador se propõe, pra início de conversa, a criar o que quer que seja, simplesmente porque pode, como foi abordado em Prometheus. Depois, vem a intenção de criar uma vida que possa servir ao criador, de alguma forma, como foi tratado nos dois filmes. Eu adoraria ver uma cena com os engenheiros falando disso, mas….

      Em relação à última pergunta, eu acho que essa questão deveria ser mais abordada no próximo filme. O que os filmes indicaram até aqui foi que, no caso de criar vida, vem o inevitável “contratempo” de ter que lidar com a autonomia, com a impossibilidade de ter controle sobre esse ser, o que pode ocasionar que a criatura se sobreponha ao próprio criador, causando a sua nulidade ou até destruição. Provavelmente os engenheiros sacaram que a humanidade poderia gerar a destruição deles, como se pode ver pela ameaça que um androide autônomo pode causar aos humanos e terminou por causar aos próprios engenheiros.

      Uma coisa que eu não entendi, e que tem a ver com a última pergunta, foi em relação à própria criação dos aliens, porque Covenant mostra David criando o alien e tal, mas aquelas tumbas e o mural mostrados em Prometheus deram a entender que eles já existiam, ou que, no mínimo, os engenheiros já tinham a intenção de criá-los (o que deveria ter sido abordado em Covenant). Pra isso, eles tinham que destruir os humanos, como David diz: “in order to create, one must first destroy”. De qualquer forma, os filmes indicam que o conceito das experiências de David não partiu dele, já existia. Se a história tomar outro rumo, vai ser muita contradição.

      No mais, eu concordo com o trecho: “Não que as metáforas ou analogias para tais questões sejam um problema, mas ao querer inserir tantos conceitos no mesmo plano o filme acaba por diluir a discussão no geral e tornando por confusa sua narrativa, (…)”, o que serve pra Prometheus também.

  • Jean Carlos:

    Riddick 3 é melhor… mesmo sendo um filme “B” só preocupado em mostrar o Vin Diesel debulhando os caras

  • Edu Ardo:

    nossa achei tao ruim esperava mais

  • Dr Luiz:

    não entendo vcs… reclamam de um monte de coisa em Prometheus e Covenant, falam do equipamento dos astronautas e tal… mas no filme de 79 um astronauta intelectual fodastico cientista e o escambau ve um “ovo” alienigena se mexendo, com uma coisa dentro, e vai la olhar, chega beeeeem pertinho, ate que o facehugger salta na cara dele… e pra vcs o 8º passageiro é uma “obra prima”, mas Covenant é “fraco”…

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Dr. Luiz
      Bem vindo

      Quanto a um dos seus questionamentos, o fato de Alien ser considerado uma obra prima se deve a vários fatores que o tornaram referencia ao estilo e um filme atemporal (o tempo é um elemento fundamental para avaliar um filme)

      Como, por exemplo, a direção de Ridley Scott transformar o filme em algo claustrofóbico, tenso mesmo sem a presença da criatura (o mesmo feito por Spielberg em Tubarão) remetendo aos ensinamentos de Hitchcock que sempre disse que “o publico teme o que não vê”.

      Fora que o trabalho de fotografia e design de produção baseados de maneira inédita na obra de HR Ginger são fundamentais para engrandecer o clima. Inclusive o Alien é mais assustador por “sentirmos a sua presença” por não ser um efeito digital nos corredores escuros da Nostromo (algo copiado a exaustão no gênero)

      Agora quanto à questão dos personagens olharem para o ovo do Alien, há uma diferença gritante. Primeiro há o poder da descrença que é o fato de um filme te convencer (pela sua narrativa) que determinadas situações (mesmo implausíveis) pareçam criveis. Este é o caso do filme de 79, principalmente que devemos levar em consideração (e isso digo com toda a certeza) se víssemos o filme na época não saberíamos o que ia acontecer (ou seja, quem viu teve o fator surpresa sem clichê).

      Agora em Covenant é diferente, pois, além do personagem de John Hurt de Alien ser infinitamente melhor desenvolvido que o personagem de Billy Crudup (aumentando o poder de descrença do publico) , a cena de Covenant é um irritante clichê mais do que usado na série. O personagem que olha para o ovo em si, tinha acabado de matar uma criatura num planeta estranho e hostil , e acredito , que o personagem deveria ter um minimo inteligencia e cuidado. Correto?

      E fora que ele ainda o faz a mando de outra pessoa que claramente ficou frustada com a morte da criatura que ele matou antes. E inocência (ou desrespeito com o publico) demais.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

  • Admin:

    amei o filme, muito bom, Scott voltou a boa forma, me lembrou o filme Alien o 8º passageiro!… pq nao aprovou meu comentario?

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Admin
      Acho que o filme passa longe de Alien. Mas se você gostou do filme, fico feliz que tenha desfrutado da obra

      Se quiser pode expor aqui alguns detalhes do que a motivaram a gosta de Covenant, fique a vontade

      Abraço

  • Andressa:

    Uma pena que Ridley Scott tenha perdido o jeito. Ele entregou “Pro­me­theus” de qualquer jeito, sem ne­nhum cuidado em explicar os fatos com clareza. Os engenheiros nos criaram, bacana. Mas e o composto orgânico? Que evoluiu rapidamente para uma espécie de réptil, que transformou numa espécie de zumbi alienígena e se desenvolveu numa espécie de cefalópode. Deixa pra lá. A produção contém furos e lacunas gritantes e novamente, que o visual do filme é muito bom e a parte da ação centrada em Naomi Rompace tem um bom suspense. O conjunto do filme, no entanto, decepciona. E muito. Agora o mesmo se dá com Covenant. Muito visual, referências, uma conjuntura que liga ao filme de 79, mais terror que Prometheus… e uma enxurrada de situações inverossímeis, absurdas até, que não fazem o menor sentido. Algumas perguntas respondidas e outras lançadas ao acaso… caos total. E uma equipe de astrocientistas mais pateta de todos os tempos, tamanha a incompetência, idiotice, burrice e falta de cuidado que eles têm. Adeus, Scott.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Andressa
      Bem vinda

      Realmente parece que ele perdeu o jeito. Quanto ao composto orgânico eu parei de querer entender, pois quiseram explicar tanto que acabaram literalmente se perdendo. Realmente todos os itens citados por você são decepcionantes.

      Mas não “perca as esperanças” pois devem ter mais um ….rs

      Obrigado pelo seu comentário
      Abraço

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Aguinaldo
      Bem vindo e obrigado pelo seu comentário rs

  • Janete:

    estragaram Jurassic Park, estragaram Independence Day, estragaram Star Wars, estragaram Alien, estragaram Indiana Jones… vamo ve qual franquia nova Hollywood vai destruir…

    • Mariane:

      ID4 não era franquia rs… só fizeram uma continuação… não estragaram nem Jurassica, nem SW, nem Indiana Jones… todos esses filmes novos ficaram na media das suas franquias, para de ser reclamão… é só não mexerem com a turma do Marty McFly que ta tudo certo kkk

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Janete
      Bem vinda.

      Concordo com sua insatisfação. Mas ainda prefiro achar que os grandes filmes são invulneráveis a suas continuações (normalmente abaixo dos original). Pois estes filmes que entraram para a historia não precisam destas continuações para sobreviverem. Mas realmente é frustante em alguns casos e outros nem tanto (Star Wars , depois de um trilogia irregular, voltou aos trilhos com o novo filme)

      Para responder a sua pergunta , eu tenho medo se um dia tentarem fazer um novo “De Volta para o Futuro”. Acho que é um dos poucos ou unica série famosa que ainda não foi vitimado rs

      Abraço e obrigado pelo comentário.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Mariane
      Bem vinda,

      Estou com você é não abro. Este é um dos meus maiores medos cinematográficos rs
      Obrigado

  • Otavio Spencer:

    ate elogiou muito esse filme bem fraco… o paragrafo final foi bom, é um filme sem identidade nenhuma, dirigido de forma apatica e irregular, so tem te bom o visual

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Otavio ,
      Bem vindo.

      Acho que peguei leve ne? rs. E realmente o filme é sem identidade por querer ser tantas coisas e não ser nada.

      Abraços e obrigado pelo seu comentário.

  • Felipe ABudi:

    eu curti muito… nao é tao bom qt o Alien original mas pra mim funcionou como terror e suspense e fez bem a ponte entre o fraco Prometheus e os filmes antigos… e ainda deve ter mais um dessa nova trilogia em breve… mas de fato a direção do Scott ja foi melhor, nao da pra entender pq ele caiu tanto… Deuses do Egito é o ponto mais baixo da carreira dele…

    • Maria Hill:

      eu detestei… pior filme do ano e da franquia… pior que Prometheus… só vacilos de roteiro e bobeiras mostradas pra entreter entre os ataques

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Felipe Abudi

      Bom que você curtiu. Isso não desmerece sua opinião jamais. Eu juro , como fã da série, eu fiz de tudo para gostar muito do filme, mas os problemas acabaram incomodando a maior parte do tempo.

      Mas não sei se realmente ele faz a “ponte” de maneira correta, acho que acaba enfraquecendo – e ainda terá mais um provavelmente que mesmo seja bom não apagará o que foi feito. E quanto ao Ridley Scott ele esta numa fase realmente não muito boa, isso acontece com todos os diretores (outros mais, outros menos).

      O problema pode ser que o Ridley Scott tenha sido sempre um diretor irregular que não chegamos a notar por causa de suas obras primas como Blade Runner e o próprio Alien.

      Cabe ai uma discussão!

      Abraços e obrigado pelo comentário

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Maria Hill
      Bem vinda
      Você realmente não gostou do filme rs. Mas não tiro sua razão. O filme vacilou bastante.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

    • Felipe ABudi:

      gostei da teoria do Scott nunca ter sido um grande diretor… mas um “apenas” bom que fez 2 obras primas… que tal um post sobre isso? hehehe

  • Aurelio:

    achei fraco… A constante necessidade de justificar os princípios do surgimento da criatura fazem com que o roteiro de John Logan e Dante Harper seja, por muitas vezes, óbvio demais. Com alguns diálogos interessantes e outros completamente superficiais, ele levanta um questionamento entre a inteligência humana e a de um androide, fazendo com que a do segundo pareça ser sempre superior. Além de adicionar momentos clichês, em que todo filme de terror toma como base, para dar um susto no espectador. Mas o mais perturbador é fato de inserir situações bastante inverossímeis, como explorar um novo planeta sem nenhum tipo de equipamento específico. Ou seja, todo mundo chega em um lugar no espaço, completamente desconhecido, e vai sem capacete ou sem uma roupa apropriada para sua própria proteção. Por mais que isso ocorra no futuro, ainda assim, não há coerência dentro do roteiro.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Aurelio

      Bem vindo,

      Como disse é frustante ficarem justificando de maneira óbvia. E estes detalhes que mencionou , como o fato de ficarem sem equipamento e os clichês de terror , realmente enfraquecem ainda mais.

      Por isso e outras razões que o devemos sempre ter um senso critico para não “cairmos” nesses chavões feitos de maneira burocrática

      Abraços e obrigado pelo comentário.

  • Repo Man:

    faltou falar das coisas boas do filme… O “Neomorfo”, uma versão primitiva do Xenomorfo apresentado no filme, tem cenas excelentes, principalmente a cena onde o spineburster, o equivalente ao chestburster, faz sua primeira aparição. A execução da cena é fantástica, única cena no filme digna da qualidade de “O Oitavo Passageiro”, a atmosfera é tensa e o suspense vai crescendo até que o alien arrebenta as costas do personagem e você vê todas as tripas e sangue dele saindo junto (O longa soube usar a alta classificação indicativa ao seu favor nesse caso), é claro que é só uma recriação da clássica cena do chestburster e não é tão boa ou icônica quando, mas é uma boa cena que deixa o público horrorizado. O Neomorfo também é bem trabalhado quando ele ataca os colonos em um campo aberto a noite, Ridley Scott mostra seu talento do terror não usado a muito tempo. Adorei.

    • Altair:

      E os problemas, que são muitos e o principal é o roteiro. O texto é pontuado por furos, incoerências, diálogos que não soam naturais, personagens idiotas tomando ações idiotas (Os mesmos problemas apresentados em “Prometheus” praticamente), eu poderia citar cada um dos furos, mais seria complicado colocar aqui sem dar spoilers e iriam deletar o comentario. A sequência final do filme é um problema, isso é tudo suposição, mas parece que o estúdio quis uma sequência no longa que fosse mais similar a Alien, o Oitavo Passageiro, como o crítico já disse, onde os personagens ficam presos na nave junto ao Xenomorfo, para que eles pudessem “marketear” o filme melhor como um prequel do clássico, por que a sequência final desse filme parece que foi escrita e filmada da maneira mais rápida o possível. A desculpa dada para ela acontecer é idiota e tudo é solucionado de maneira simples.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Repo Man
      Obrigado pelo seu comentário

      Acho que cheguei a mencionar as coisas boas do filme sim (até mais que mereceu rs), como o design de produção da nave, a mise-en- scene das cenas de ação e o visual do “laboratório” de David .

      Quanto ao novo Alien, pode até ser interessante no quesito visual, mas sinceramente não acrescenta muito na narrativa do filme, pelo contrario. Pelo fato de toda hora ficar mostrando um “formato” novo da criatura, acaba criando um desinteresse de como chegaram ao visual “clássico” – algo que neste filme não respondeu claramente ainda.

      Obrigado pelo comentário que agregou informações novas.

    • Rodrigo Rodrigues
      Rodrigo Rodrigues:

      Altair
      Obrigado pelo cometário

      Realmente o roteiro é um furo e personagens unidimensionais com atitudes “idiotas”. E realmente pareceu que quiseram ligar de maneira visual com o filme de 79, pois na pratica não faço a minima ideia do que farão rs

      Pior, se existir um terceiro filme , as coisa tendem a ficarem mais forçadas

      Abraços

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