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Top 7 Maiores Compositores de Trilhas Sonoras do Cinema

Tão importantes para os filmes quanto as imagens e os diálogos, as trilhas sonoras acabam ganhando “vida própria” quando se tornam muito marcantes, passando a fazer parte do imaginário coletivo da cultura pop mundial e marcando época. Assim, nada mais justo do que homenagearmos os maiores compositores de trilhas sonoras do cinema, em todos os tempos, seja pelas obras que compuseram, seja pelo sucesso e premiação que obtiveram.

Vejamos aqui então os 7 Maiores Compositores de Trilhas Sonoras do Cinema:


Alan Menken (americano – 8 Oscar, 7 Golden Globe, 12 Grammy):

Um dos mais premiados compositores de todos os tempos, Menken se notabilizou pelas trilhas sonoras que criou para as animações da Disney, que ocuparam a maior parte de sua incrível carreira. Iniciando na Broadway, fez sucesso com a trilha da peça A Pequena Loja dos Horrores, que depois virou filme e lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar e a conseqüente ida para a Disney. Na empresa do Mickey, o gênio Menken compôs as trilhas de longas como A Pequena Sereia, A Bela e A Fera, Aladdin, Pocahontas, Hercules, Nem que a Vaca Tussa, Encantada e Enrolados, dentre outras, além de canções para filmes e peças como Pearl Harbor, Capitão América – Primeiro Vingador, O Corcunda de Notre Dame, Rocky V, etc. Seu último grande feito foi a adaptação da trilha de Newsies para o teatro, o que lhe rendeu alguns prêmios Tony. Consagrado um “Disney Legend” em 2001, Menken ficará para sempre marcado por ter embalado as vidas de muitos jovens que assistiram as produções maravilhosas que saíram dos estúdios Disney.


Bernard Herrmann (americano – 1 Oscar, 1 Golden Globe, 1 Grammy):

Sem ser um dos maiores vencedores de prêmios musicais como o da Academia, Herrmann ainda assim é reconhecidamente um dos maiores compositores de trilhas sonoras de todos os tempos, por conta da qualidade de seus trabalhos e do sucesso que algumas de suas composições conseguiram, perante o público, eternizando-se na memória do cinema. Seu primeiro grande trabalho foi em Cidadão Kane, em 1941, com Orson Welles, e a partir de então ele marcou o público com composições memoráveis como as de Jane Eyre, O Egípcio, A Sétima Viagem de Simbad, Twisted Nerve e Intriga Internacional, e verdadeiras obras-primas como O Dia em que a Terra Parou, O Homem que Sabia Demais, Um Corpo que Cai, Cabo do Medo, Taxi Driver e, claro, Psicose, uma das mais famosas da história do cinema. A falta de prêmios de Herrmann é a maior prova de que o Oscar é uma premiação muitas vezes injusta, pois é inconcebível que a trilha de Psicose, por exemplo, sequer tenha conseguido uma indicação na categoria de melhor trilha sonora.


Ennio Morricone (italiano – 1 Oscar, 2 Golden Globe):

O “mestre” é outro exemplo clássico de injustiça em termos de premiações, seja de Oscar, Globo de Ouro, Grammy e etc. Provavelmente trata-se do segundo maior compositor de trilhas sonoras da história do cinema, atrás apenas de John Williams, só não ocupando o primeiro lugar do panteão sagrado das partituras cinematográficas justamente pela ausência de reconhecimento dos acadêmicos (seu único Oscar só veio em 2016). Mais conhecido pelas trilhas sonoras dos “faroestes italianos” de Sergio Leone (os western spaghetti), compôs também para outros gêneros algumas obras notáveis como as trilhas de Cinema Paradiso, Os Intocáveis, Era Uma Vez na América, Os Sicilianos e Os Oito Odiados (pelo qual recebeu seu tão merecido Oscar). Suas obras-primas, no entanto, são mesmo as realizadas para os filmes de “bangue bangue”, como em Por Um Punhado de Dólares e as históricas e inesquecíveis trilhas de Meu Nome é Ninguém e Era Uma Vez no Oeste. Foi tão injustiçado em termos de prêmios na carreira que em 1995 o Festival de Cannes lhe ofertou um Leão de Ouro especial pelo conjunto da obra, e a Academia “imitou” o ato em 2007, com um Oscar honorário.


Hans Zimmer (alemão – 1 Oscar, 2 Golden Globe, 3 Grammy):

Um dos compositores de maior sucesso das últimas décadas, Zimmer tem se notabilizado por trilhas sonoras de superproduções, como as trilogias Piratas do Caribe e Batman (de Cris Nolan). Desde seus primeiros sucessos, como os dos filmes Chuva Negra e Conduzindo Miss Daisy, culminando com o Oscar pela trilha de O Rei Leão, Zimmer foi mudando seu estilo e passou a se caracterizar pela força e personalidade que emprega em suas músicas, misturando metais e coros em diversas oportunidades, o que contrasta com a melodia e os violinos de John Williams e Howard Shore, por exemplo. Autor de obras magníficas como as que embalaram os filmes Thelma & Louise, A Casa dos Espíritos, A Rocha, Gladiador, Pearl Harbor, O Chamado, Código Da Vinci, 12 Anos de Escravidão e O Cavaleiro Solitário (sobre a composição de Gioachino Rossini para a música principal), é mais conhecido pelas trilhas das franquias blockbusters Batman, Piratas do Caribe, Superman e Sherlock Holmes (alguns de seus melhores trabalhos). Zimmer ainda se notabilizou pela obra-prima composta para A Origem e pelo belíssimo trabalho de Interestelar.


Henry Mancini (americano – 4 Oscar, 20 Grammy):

Mais conhecido pela trilha sonora dos filmes da Pantera Cor-de-Rosa, na qual fez uma parceria histórica com o diretor Blake Edwards, Mancini conquistou nada menos que 20 Grammy, alguns por trabalhos inesquecíveis como Bonequinha de Luxo, Romeu e Julieta e, claro, sua obra-prima, a trilha de A Pantera Cor-de-Rosa. O compositor, pianista e arranjador marcou a história do cinema com um “antes e depois” por conta de seu estilo, que quebrou um paradigma existente até então, quando as trilhas sonoras da maioria dos filmes eram no estilo sinfônico, grandioso e teatral (uma “continuação” dos primórdios da Sétima Arte, quando os filmes mudos eram acompanhados por orquestras nos teatros). Mancini foi quem praticamente introduziu a moderna trilha sonora nas produções de Hollywood, em 1958, com a trilha do longa A Marca da Maldade, quando usou o mainstream jazz no filme. A partir de então, uma nova onda de compositores, de estilos mais diversificados, passou a compor as trilhas sonoras dos grandes filmes, e o cinema havia sido mudado para todo o sempre.


Jerry Goldsmith (americano – 1 Oscar):

Menos famoso e menos vitorioso que seus companheiros de lista, Jerry, no entanto, é sempre lembrado como um dos maiores e mais influentes compositores que o cinema já viu, tendo composto mais de 300 obras, algumas delas verdadeiros patrimônios do cinema, da televisão e do teatro. Tendo iniciado a carreira assinando a marcante trilha sonora dos programas de rádio de Além da Imaginação (que depois transportou para a TV e o cinema), o compositor ficou eternizado na história pelo trabalho que resultou na trilha sonora de Star Trek – O Filme, de 1979, onde Alexandre Courage também teve participação. Além de Star Trek, Goldsmith assina outras trilhas marcantes, como The Man from U.N.C.L.E., Planeta dos Macacos, Rio Lobo, Patton, Babe, Meninos do Brasil, Alien – O Oitavo Passageiro, Poltergeist, Vingador do Futuro, Instinto Selvagem, e Mulan, mas suas obras-primas são Chinatown e A Profecia (pelo qual recebeu seu Oscar), além da já citada criação para Star Trek, e o compositor ficará para sempre lembrado pelas obras de Gremlins e a franquia Rambo.


John Williams (americano – 5 Oscar, 4 Golden Globe):

O maestro que surgiu para o grande público com a fantástica trilha sonora de Tubarão, em 1975, pelo qual levou seu segundo Oscar, é, talvez, o maior compositor da história do cinema, uma verdadeira lenda viva, considerado por muitos um músico que, se vivesse um século antes, estaria no mesmo nível de monstros sagrados como Verdi, Wagner, Mozart, Beethoven e Bach. Williams é o homem vivo mais vezes indicado ao Oscar (50 vezes), ficando atrás, historicamente, apenas de Walt Disney (59), porém o criador do Mickey concorreu em diversas categorias, enquanto que o homem que mudou o cinema com a trilha sonora de Star Wars (sua obra-prima ao lado de ET) e ficou marcado pelas parcerias com Steven Spielberg, “só” concorreu com suas composições musicais. Williams merece um artigo só para ele, onde serão analisadas as trilhas sonoras marcantes e históricas de Perdidos no Espaço, Um Violinista no Telhado, Tubarão, Star Wars, Superman – O Filme, Caçadores da Arca Perdida, ET, Império do Sol, Jurassic Park, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Memórias de Uma Gueixa, Harry Potter, Lincoln, etc.


Menções honrosas:

Alfred Newman (americano, segundo maior vencedor de Oscar, com 9 premiações – atrás apenas de Walt Disney, com 22 – teve um total de 45 indicações ao prêmio máximo da Academia, sendo um dos recordistas em um mesmo ano, com 4 indicações, tendo composto sucessos como os de O Manto Sagrado e O Egípcio, este em co-autoria com Bernard Herrmann); Howard Shore (Canadense, vencedor de 3 Oscar, 2 Golden Globe e 4 Grammy, teve o ápice da carreira ao compor as trilhas da saga épica O Senhor dos Anéis de Peter Jackson, porém muitos não sabem que ele já compôs para mais de 40 filmes, como Silêncio dos Inocentes, Philadelphia, Videodrome, Gangues de Nova Iorque, etc.); Maurice Jarre (francês, vencedor de 3 Oscar, 2 Golden Globe e 2 Grammy, compôs, dentre outras, duas das mais famosas trilhas do cinema em todos os tempos, Lawrence da Arábia e Doutor Jivago, além de trilhas de filmes famosos como Mad Max 3, Atração Fatal e Ghost e teve em Sociedade dos Poetas Mortos seu último grande trabalho); Max Steiner (austríaco, com 18 indicações ao Oscar e 3 prêmios da Academia, tem em sua obra-prima, a trilha de …E o Vento Levou, um marco histórico do cinema, pelo qual, ironicamente, acabou não levando a estatueta, porém imortalizou-se por conta de seu trabalho não só nesse filme, mas em outros mais de 300, dentre os quais King Kong e Casablanca); Nino Rota (italiano, também compositor de óperas, parceiro de Federico Fellini, tem como obra mais conhecida, uma das mais famosas da história do cinema, a trilha da trilogia O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, pelo qual recebeu um Oscar e se imortalizou na Sétima Arte); Vangelis (o compositor grego de estilo único e inigualável é responsável por algumas das mais sublimes trilhas sonoras e temas do cinema em todos os tempos, como Blade Runner, Cristóvão Colombo e sua obra-prima histórica que lhe rendeu o Oscar em Carruagens de Fogo, mas também pode ser lembrado pela música tema da série original Cosmos, de Carl Sagan).

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Ralph Luiz Solera

Escritor e quadrinhista, pai de uma linda padawan, aprecia tanto Marvel quanto DC, tanto Star Wars quanto Star Trek, tanto o Coyote quanto o Papaléguas. Tem fé na escrita, pois a considera a maior invenção do Homem... depois do hot roll e do Van Halen, claro.

6 comments

  • Lucas Santos:

    Palmas pro autor desse post!!! Finalmente um artigo que trata do tema e não deixa nenhum grande compositor de fora! Parabens!

  • Cláudia Lima:

    Discordo que o Morriconne seja o segundo melhor… pra mim ele é um dos 10 melhores, mas não entra no meu top 3… tudo bem que ele merecia uns 2 Oscar a mais do que o de 2016, mas fora os faroestes dele, não tem nenhuma outra obra que se tornou inesquecível… acho ele bom, mas nem tanto.

    • Ralph Luiz Solera
      Ralph Luiz Solera:

      Cláudia, Ennio Morricone é, para muitos, até maior que o Williams e poderia muito bem estar em primeiro na lista. Sua carreira é magnífica e suas obras são maravilhosas. Além disso ele não vive só das composições para os westerns, pois colaborou em diversas outras obras com trilhas marcantes e sensacionais, confira no texto!

  • André:

    Maravilha de post! Eu acho que podiam ter entrado o Alan Silvestri e o Danny Elfman nas menções honrosas, mas acho que se for assim a coisa ia começar a ficar gigante né, no fim, sendo uma lista, vc meio que tem que deixar gente graúda de fora… quanto ao Vangelis, cara, nem imaginava que a música de Cosmos era dele!!!

    • Ralph Luiz Solera
      Ralph Luiz Solera:

      De fato, André, listas são complicadas, e sempre acaba ficando gente boa de fora… Silvestri, Elfman, James Horner, James Newton Howard e Victor Young acabaram ficando de fora, mas sempre terá gente que trocaria um dos citados por eles!

  • Giacomo Lustre:

    Coisa linda esse post!!! Favoritei aqui pra reler e reouvir muitas vezes rsrsrs… listas são sempre diferentes, de pessoa pra pessoa, mas a sua meio que conseguiu reunir o que tem de melhor mesmo, eu só acho que colocaria o Jarre no lugar do Goldsmith, mas de resto, concordo com tudo! Parabens!!!

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