Crítica: Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
Jon Favreau
Elenco: Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Jonny Coyne, Steve Blum, Brendan Wayne, Lateef Crowder e Zeb Orrelios.
Após sete anos da subserviência máxima da Disney diante dos fãs tóxicos – resultando na tragédia A Ascensão Skywalker -, o universo Star Wars retorna aos cinemas, mas não necessariamente com uma obra imaginada para o cinema originalmente. Isso é um problema? Depende. Como uma obra para o cinema, algumas arestas precisam ser mais bem cuidadas. Inclusive me recordo que Arquivo X lançou nos cinemas um longa metragem se passando entre uma temporada e outra. Mas como linguagem audiovisual , por natureza, os programas de TV (sim, há muitas exceções) possuem arcos e informações que costumam se repetir com frequência;
Mesmo que a fase que a marca atingiu através da televisão seja o medo de olhar para o futuro da franquia, denunciado pelo fato de todas as séries trabalharem sempre com o passado conhecido, a bem-sucedida série O Mandaloriano tinha como principal qualidade – assim como Andor – criar visões paralelas da linha temporal dos principais acontecimentos da saga cinematográfica. Volta e meia, a série chegava ao limite entre uma visão macro sem sair de seu mundo particular, com o protagonista precisando agir discretamente para completar sua missão; apoiado, claro, pela fofíssima figura do Grogu (ou Baby Yoda).
O que nos traz a este O Mandaloriano e Grogu, em que o caçador de recompensas (agora a serviço da Nova República, representada na figura protocolar de Sigourney Weaver) precisa localizar um general imperial refugiado. Mas, para isso, um acordo com os irmãos do falecido Jabba the Hutt (morto em Retorno do Jedi pelas mãos da Princesa Leia) é feito para que o Mandaloriano (Pascal) resgate o único herdeiro do antigo mafioso. Mantendo sua aura western, o filme jamais procura sair de sua zona de conforto, demonstrando que os roteiristas Dave Filoni e Jon Favreau (também diretor) sabem exatamente até onde podem ir.
Não estou dizendo que Star Wars reencontrou seu caminho ou que a Disney finalmente admitiu seus erros. Não é isso. Até porque, diante de um fandom que ainda insiste em afirmar que sua infância foi destruída por Os Últimos Jedi, nada é garantido.
O que quero dizer é que tanto Filoni quanto Favreau trabalham com uma narrativa que evita grandes riscos, mas que ainda demonstra certo capricho na execução. Um dos melhores exemplos disso está na ótima sequência de abertura do filme, que funciona como um breve resumo das capacidades do Mandaloriano e do Grogu. Juntos, eles enfrentam um agrupamento inteiro de soldados imperiais em uma perseguição pelas montanhas, marcada pela presença de AT-ATs visualmente desgastados pelo colapso do Império. Além da eficiência da ação, o clímax demonstra o cuidado da produção ao inserir elementos clássicos da franquia de maneira orgânica, como a participação das tradicionais X-Wings da Nova República, sem que esses elementos pareçam apenas aleatórios; inclusive, há uma sequência de luta entre criaturas numa arena que soa bem interessante por recriar (em tamanho natural) aquele jogo de tabuleiro visto no Episódio IV, na Millennium Falcon.
Mas, aos poucos, parece que a narrativa vai sendo vítima das próprias limitações do roteiro, claramente pensado como uma estrutura televisiva dividida em partes, tanto que, para prosseguir, o filme precisa fazer seus personagens rodarem dentro da trama; e, mesmo que tentem trazer um conflito de identidade através do bombado Rotta the Hutt (admito que a estranheza demore a passar), as ações soam automáticas e contam com uma montagem que privilegia a aceleração em detrimento da emoção.
O que é uma pena, porque justamente no momento em que o filme se preocupa em deixar o espectador ver (independentemente do CGI) o que acontece em tela, ele soa mais bem-sucedido, funcionando, claro, pela figura do Mandaloriano do que por uma qualidade da direção em si, como visto na sequência do tiroteio dentro do bar. Ademais, não podemos ficar imunes à presença de Grogu, e o filme sabe disso. Sua imagem infantil e inocente – em contraponto ao seu controle da Força – soa como artifício suficiente para nos apegarmos totalmente ao personagem e aos perigos que atravessa ao tentar salvar seu protetor.
O Mandaloriano e Grogu cumpre exatamente o papel que desempenha na série, sendo exibido nos cinemas. Ele não é grandioso e nem tenta ser. É uma cortina de fumaça por não saberem o que fazer com a franquia? Não sei. Mas não seria justo jogar alguma culpa nesse filme.
Rodrigo Rodrigues
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filme bem legal mas nao ta na altura dos outros filmes
Ultimos Jedi desrespeitou toda a historia da franquia Star Wars… tem exagero nos fãs nerdolas? Tem. Mas tem verdades nas criticas? Tem. Luke pegar o sabre solenemente entragado pela Rey no fim do 7, e fazer aquele besteirol d jogar fora no inicio do 8 era a mostra do que estava por vir. O filme tem ideias boas, mas mal executadas. O Johnson é bom diretor mas Ultimos Jedi é o pior filme dele. Se salva a fotografia e uma ou duas sequencias boas. Ele é bom diretor pra filme com gags e historia fechada, nao pra uma saga que tentava se firmar de novo e com uma legiao de fãs. Outro problema foi querer matar o protagonista pra transferir esse protagonismo pra Leia no ultimo filme. Uma coisa que as pessoas tem que entender: Star Wars NAO é pra ser autoral, nao é uma obra DO diretor, é uma obra PARA os fãs. É como Senhor dos Aneis. Nao adianta um diretor maluco querer afrontar os bilhoes de fãs historicos pra criar algo com a assinatura dele. Tem que respeitar o canon. Star Wars é assim. Johnson quis fazer uma filme DELE, e o certo é fazer um filme para fãs sim. Fanservice é o que se espera de uma saga iniciada nos anos 70, com bilhoes de fãs, um caonon gigantesco e um universo expandido ainda maior. A Disney errou ao ignorar o Universo Expandido clássico e errou ao deixar os diretores dos filmes fazerem o que queriam ao inves de fazer o que deviam. Ai no filme 9, tentaram corrigir e saiu aquela porcaria.
Vou ver sabado, espero que seja mesmo legal, nao precisa ser excelente kkkkk
minha interpretação do filme:
Filme visto – “Star Wars – O Mandaloriano & Grogu” (2026) – Lucasfilm/Disney – dir : Jon Favreau – é um novo filme do universo de Star Wars, que acompanha o caçador de recompensas solitário, o Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu aprendiz Grogu, embarcando em uma nova e emocionante aventura. A trama dará continuidade aos acontecimentos vistos na série The Mandalorian sob o contexto da recente queda do Império e, enquanto a Nova República luta para estabelecer as fundações do governo baseadas na luta da Rebelião, o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu jovem aprendiz Grogu entram em uma missão para achar os esconderijos dos senhores da guerra Imperiais espalhados pela galáxia e tentar resgatar algumas recompensas pelo caminho.
7 anos após o desastroso Star Wars – Episódio IX – A Ascensão Skywalker (teve muita bilheteria, mas desagradou a maioria dos fãs), Star Wars retorna a tela grande…mas em um projeto menor. Mandaloriano & Grogu, que custou muito menos que os filmes anteriores, nada mais é que uma expansão do seriado de TV, que fez um excelente sucesso. Tentando catapultear a franquia de volta as cinemas com os personagens da TV, o filmes é divertido, tem muita ação, aventura, mas peca por uma falta de grandiosidade, não temos vilões iguais a Darth Vader ou Darth Maul, não temos sequer jedis ou sabre de luz, tudo se resume ao carisma de um personagem que nem um ator interpreta, o Grogu, que alias, continua sendo uma grande descoberta da franquia.
O diretor Jon Favreau, tem uma boa direção com os atores, mas a presença de Sigourney Weaver, está mais como uma coadjvante de luxo, que deve ter aceitado o papel pela relevancia da franquia e pelo cache alto. Se você não assistiu ao seriado de TV, não tem problema, mas tem que ter previo conhecimento de Star Wars. Pedro Pascal tem colocado sua atuação em cheque, aqui a maioria das cenas de ação, pelo personagem estar de capacete, são feitas por dublês, e Pascal pouco se revela ao público.
O filme também vale pelas pontas de vários membros da equipe da Lucasfilm, como o próprio Filoni, atual presidente da Lucasfilm. Acredito que flopar não vai, mas não será um grande sucesso …dá pro gasto para os fãs.
Nota 3 de 5