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Piores filmes do mundo: Snake Man (The Snake King)


Snake Man

Nome original: The Snake King
Direção: Allan A. Goldstein
Roteiro: Declan O’Brien, Kenneth M. Badish
Atores principais: Stephen Baldwin, Jane Heitmeyer
Produção: EUA – 2005
Duração: 120 minutos
Gênero: Terror, ação

Nu Image

Cotação – Piores Filmes do Mundo:
PFM-4Flop Piores filmes do mundo: Snake Man (The Snake King)

> Crítica (com spoilers):

Snake Man é um dos filmes mais toscos já assistidos pela equipe Piores Filmes do Mundo. Ruim de dar dó, com falhas infantis no roteiro, o inevitável humor involuntário e diversas outras memoráveis características negativas fizeram deste longa uma obra mais do que digna do Hall da Fama do PFM.

Comecemos pelo começo. Começo mesmo! Já na capa do filme, a primeira prova da “qualidade” da obra: o personagem que aparece em close na foto (um monstrengo até que bacana, meio homem e meio cobra) simplesmente não participa do filme. Não, caro internauta, você não está sendo vítima de uma lorota deste que vos escreve… A criatura que estampa a capa do filme não é um personagem da história!

Erro? Viagem? Tentativa sacana de enganar os espectadores? Jamais saberemos o que se passou na (bisonha) produtora Nu Image no dia em que tomaram a decisão de escolher essa imagem para representar o filme… apesar da equipe PFM ter visto outras capas na versão original em inglês, estas com uma cobra gigante sendo mostrada, ao invés do ser híbrido citado.

Mas vamos logo nos ater a essa verdadeira obra prima categoria Z. Nos primeiros minutos da trama, vemos uma equipe de arqueólogos içando do fundo de um rio algo que parece um caixão de pedra antigo. Rapidamente, os cientistas constatam que trata-se de um achado de valor inestimável para a arqueologia moderna (!) mesmo não explicando no que se basearam para tal.

Pausa. Imagine que uma equipe de arqueólogos busca uma relíquia dessas e descobre algo no fundo do rio. Começa então a tentar trazer o achado à superfície. Espera-se, então, no mínimo, uma atenção especial dos integrantes da equipe para com a operação. No filme, no entanto, quando o caixão sai da água, os braçais que estavam içando-o precisam procurar o chefe da expedição para que ele vá até o local ver a descoberta, como se ninguém sequer soubesse o que estava ocorrendo naquele momento.

Chegando lá, o chefe juntamente com outros cientistas, ali mesmo no píer, abre sem nenhum cuidado ou hesitação o caixão, demonstrando para com o achado o mesmo cuidado que devotariam a um certo roteiro cinematográfico, sem dúvida… e, após, na base do olhômetro mesmo, sem nenhum teste ou exame mais aprofundado, constatam tudo o que há para se definir acerca do valor arqueológico do artefato. Impressionante. E estamos na primeira cena…

Voltando ao filme, que dá um salto cronológico, ficamos sabendo que exames constataram que o cadáver era de um indígena que viveu até os trezentos anos de idade, e que isso significava que sua tribo havia descoberto o segredo da fonte da juventude, ou algo equivalente. Planeja-se então uma expedição à floresta amazônica para encontrar a tribo ou o segredo da jovialidade desse povo.

A partir daí, o filme passa a mostrar uma equipe de buchas (aqueles atores que só estão no filme para serem estupidamente massacrados, um a um, antes que os conheçamos) que acompanha os protagonistas, a Dra. Moça Loira e o piloto (Stephen Baldwin, que podia conceder uma entrevista explicando como entrou numa roubada dessas) em sua exploração descerebrada, em que a todo instante alguém toma uma decisão idiota, e que se depara com um monstro em formato de cobra, que se põe a persegui-los tal qual a Anaconda do filme homônimo.

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Nesse quesito, Snake Man não decepciona e segue todos os clichês possíveis para um filme dessa linha. Podemos nos deliciar com as seqüências toscas de morte pela cobra-monstro, que nunca aparece de corpo inteiro, só faz barulho quando chega na vítima pela frente (pois se a vítima foge e se esconde, é atacada silenciosamente pela cobra que vem de cima, lado, etc, sem nunca ser notada), sabe exatamente quando atacar alguém que se desgarrou do grupo (apesar dos apelos dos líderes para que todos permaneçam juntos e tenham cuidado), e etc.

Além disso, é digno de menção que no filme existem duas tribos de índios participando da aventura. Uma delas, que serve de guia para os cientistas, é a mais bizarra: os atores são branquelos e carecas, causando espanto com seu visual skinhead guarani, e são péssimos com suas lanças, jamais acertando os alvos ou sequer realizando movimentos de lançamento condizente com o que se espera de quem foi criado em meio a arcos, flechas e lanças. A outra, a tribo dos Homens-Cobra, está um pouco melhor caracterizada, mas, claro, em um filme desses – não poderia ser diferente – todos falam inglês. Além disso, protegem a anaconda anabolizada que destroça os estadunidenses.

Também temos na história uma turminha de cientistas “do mal”, que buscam a tal fonte da juventude pra fins menos nobres que nossos protagonistas.

O filme todo é um amontoado de erros de continuidade e cenas mal editadas, como perto do final do filme, por exemplo, quando um dos vilões segue o chefe índio e um dos protagonistas para descobrir a entrada da caverna da cobra, porém, em um furo de roteiro abissal em termos de escala de tempo, ele parte atrás da dupla muito depois da partida deles, e mesmo assim é mostrado, na tomada seguinte, acompanhando-os de perto.

Outro detalhe digno de nota são as estátuas usadas pelos Homens-Cobra para demarcar seu território, pois são visivelmente feitas de cimento, já que a produção sequer se deu ao trabalho de deixá-las com a cor de uma pedra, além de contrariar a premissa passada o tempo todo de que a tribo deseja viver escondida e sem o menor contato com outras tribos ou civilizações. Se o objetivo é se esconder, porquê então fazer estátuas de sobra e espalhá-las pela mata, denunciando uma marcação de território e, claro, sua existência?

No final do filme, a produção seguiu à risca os clichêz do gênero: a equipe de vilões leva os mocinhos pro covil da fera e é debulhada, enquanto os mocinhos sobrevivem e decidem não revelar ao mundo o segredo da juventude dos Homens-Cobra.

O final, amador até o talo, conta com um beijo do casal protagonista dentro da caverna anacôndica, com a cobra ao fundo espiando… mais constrangedor, impossível.

 

> Ficha do filme no IMDb

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Avaliação
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Ralph Luiz Solera

Escritor e quadrinhista, pai de uma linda padawan, aprecia tanto Marvel quanto DC, tanto Star Wars quanto Star Trek, tanto o Coyote quanto o Papaléguas. Tem fé na escrita, pois a considera a maior invenção do Homem... depois do hot roll e do Van Halen, claro.

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