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Netflix e Steven Spielberg se unem em grande parceria

A Netflix foi fundada por Reed Hastings e Marc Randolph em 1997. Na época, a empresa trabalhava com locação de filmes, mas um ano mais tarde o serviço passou a oferecer entrega de DVDs pelos Correios através do site da companhia. Mas 10 anos depois, ele não só mudaram seus negócios, como simplesmente revolucionaram o mercado de home vídeo, passando a oferecer séries e filmes licenciadas via stream pela internet.

O modelo atual de negócio teve início em 2007. Na plataforma, os assinantes pagam uma mensalidade e têm acesso a milhares de títulos 24 horas por dia. Os conteúdos podem ser acessados em TVs conectadas, smartphones, tablets e videogames. Além da transmissão de filmes e séries de terceiros, desde 2013 a Netflix vem produzindo conteúdos originais, como House of Cards, Orange is the New Black, Stranger Things, Narcos e 13 Reasons Why, dentre outros.

Produzindo um conteúdo próprio, a empresa se livra das amarras dos contratos com os grandes estúdios, na qual os filmes ficam disponíveis apenas por um determinado período acertado. Muitos dos filmes e séries exclusivos de seu catalogo de conteúdo próprio são grandes sucessos entre o público e vencedores de vários prêmios incluindo o Emmy, Golden Gold e o Oscar.

Esse modelo de negócio no stream, com o tempo, passou a ter concorrência. Em vista do grande sucesso, os próprios grandes estúdios e redes estão se organizando e lançando seus produtos direto em seus novos canais de stream, como por exemplo na Disney +, Apple TV +, HBO Max, Amazon Prime, entre outros, o que acabou levando a uma grande concorrência e até perda de assinantes para a Netflix.

Visando tentar manter a dianteira frente aos novos concorrentes de peso, a empresa tem tentado firmar parcerias com outros estúdios ou grandes diretores, e um grande nome de peso acabou de se juntar ao time dela: nada mais, nada menos que o maior cineasta em atividade, Steven Spielberg, um dos maiores diretores e produtores de todos os tempos e grande campeão de bilheterias dirigindo ou produzindo filmes como: Tubarão, Contatos Imediatos do 3° Grau, Indiana Jones, E.T. – O Extraterrestre, Jurassic Park, De Volta para o Futuro, Gremlins, Goonies, e tantos outros.

O fato foi que em 21 de junho, a Amblin Partners, estúdio pertencente à Spielberg, anunciou uma parceria com a Netflix para a produção de vários filmes anuais.

Mas isso não significa, no entanto, que devemos ver um filme do lendário diretor sendo feito exclusivamente para a plataforma digital. De acordo com o Deadline, a parceria da Amblin com a Netflix vai existir em paralelo com a que o estúdio tem atualmente com a Universal Pictures. Assim, Spielberg continuaria fazendo filmes para o cinema tradicional enquanto outros diretores ligados à empresa fariam seus filmes para o streaming. Os demais detalhes do acordo não foram revelados. A expectativa, segundo o site, é que a Amblin produza vários longas por temporada, justamente para atender à alta demanda da Netflix. No início do ano, o serviço anunciou que pretende lançar um filme por semana em seu catálogo e, ao que tudo indica, a ideia é seguir com essa estratégia para além de 2021.

Isto vem de encontro com a oficialização de um flerte que já vinha se desenhando há bem mais tempo. As duas empresas já haviam trabalhado em conjunto para o lançamento de Os 7 de Chicago, indicado a seis Oscar, em setembro de 2020. O filme de Aaron Sorkin foi produzido pela Amblin e lançado na Netflix uma vez que os cinemas de todo o mundo estavam fechados por causa da pandemia.

Em uma nota divulgada logo após o anúncio do acordo, Spielberg destaca que a narrativa sempre vai ser o cerne de tudo o que a Amblin faz: “Na Amblin, contar histórias estará para sempre no centro de tudo o que fazemos e desde o minuto em que Ted [Sarandos] e eu começamos a discutir uma parceria, ficou claro que tínhamos uma oportunidade incrível de contar novas histórias juntos e alcançar o público de diferentes maneiras. Esta nova jornada para nossos filmes, junto com as histórias que continuamos a contar com nossa família de longa data na Universal e nossos outros parceiros, será incrivelmente gratificante para mim pessoalmente, já que embarcaremos nela junto com Ted. E mal posso esperar para começar a trabalhar com ele, Scott e toda a equipe da Netflix“.

Para a empresa de streaming, a parceria é um ganho enorme em seu catálogo, não somente pelo peso que o nome de Spielberg carrega, mas também pela qualidade dos filmes da Amblin, que possui diversos ganhadores do Oscar em seu portfólio. Além de Os 7 de Chicago, a empresa conta ainda com os recentes Green Book e 1917, ambos muito premiados. Além disso, o estúdio ainda vai trazer o novo Jurassic World: Domínio e Stillwater, estrelado por Matt Damon.

A notícia pegou todo mundo em Hollywood de surpresa, principalmente pelo fato de o próprio Spielberg ser um dos críticos dos serviços de streaming por não considerá-los “cinema” propriamente dito. Em Março de 2019, o site IndieWire publicou que Spielberg, membro da Academia de Cinema pela categoria de diretores, planejava apresentar em reunião na Academia, uma mudança nas regras que dificultaria para a Netflix competir pelo Oscar. A polêmica surgiu alguns dias depois de Roma, o filme de Alfonso Cuarón que estreou na Netflix, ter levado três Oscars (diretor, fotografia e melhor filme estrangeiro). E ainda foi uma surpresa não ter recebido o de melhor filme!

“Steven tem uma opinião muito forte sobre as diferenças entre cinema e streaming”, disse à publicação um porta-voz da Amblin, a produtora de Spielberg. “Ele gostaria que outros se juntassem à sua campanha quando ela começar. Veremos o que acontece.”

Claro, que isto foi antes da pandemia.

Agora, com os cinemas fechados há mais de um ano e muitas produções paralisadas, o streaming tem sido a salvação para a indústria de entretenimento.

Em julho/2021, Scott Stuber, chefe do setor de filmes originais, comemorou a contratação:

“Foi épico para nós e para a indústria. Os executivos de Wall Street reconheceram o que esse acordo significa e representa. Vamos realizar coisas fantásticas juntos. Eu adoraria que ele fizesse filmes como Os Goonies, Gremlins ou Indiana Jones para nós. Ele fez esse tipo de boas histórias melhor do que ninguém”.

O CEO da Netflix, Ted Sarandos, também comemorou a nova parceria – cujo valor não fora oficialmente revelado -, pontuando o quanto sua criação fora influenciada pelos icônicos longas de Spielberg:

“Steven é um visionário e criativo líder e, como tantos outros ao redor do mundo, meu crescimento foi moldado por seus personagens e histórias memoráveis, ​​que têm durado por tantos anos e segue inspirando e despertando tantas pessoas. Mal podemos esperar para começar a trabalhar com a equipe da Amblin e estamos honrados e emocionados por fazer parte deste capítulo da história cinematográfica de Steven”.

Assim, esperamos que venha muita coisa boa por ai… nestes tempos pandêmicos, precisamos mais do que nunca!


[RM-RS – Amblin Partners / Netflix / Deadline / IndieWire]

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4 comments

  • Avatar
    Panceta:

    Tao dourando a pilula com esse assunto pra valorizar o acordo… e ta certo, tem que valorizar mesmo, pra que sua empresa seja bem vista. Mas nao é tudo isso. Ele vai produzir algumas coisas, mas sequer será exclusivo. Mal da pra dizer que serão “obras do Spielberg”… vamos ver no que vai dar. Acho que é muito agito pra pouca coisa. E tem outra, o Spielberg de hj em dia nao é o fenomeno de 1 decada atras… basta lembrar de seus ultimos filmes e vc ve que nao tem nada la marcante. E ainda tem o infame Cavalo de Guerra.

    • Ricardo Melo
      Ricardo Alves de Melo:

      Não exatamente, um filme dirigindo por ele, mas filmes da Amblin Partner, a produtora dele, que incluem por exemplo : Jurassic World, De Volta para o futuro, Enigma da Pirâmide….filmes que que são da UNIVERSAL, só não podem os filmes com a Warner e Fox, que já possuem seus distribuidores.
      Mas tem mais, Spielberg, Stephen King e os irmãos Duffer (Stranger Things), estão preparando uma série nova de suspense…aguardem !!!

  • Avatar
    Refor Magain:

    sem duvida um ganho pra Netflix… pro Spielberg eu acho que nao é vantagem… seja como for, a Netflix ta perdendo assinante a rodo desde q Disney, Fox e HBO retiraram tudo seu do catálogo… hj Netflix é só pra séries, pq é difícil vc achar um filme que preste

    • Ricardo Melo
      Ricardo Alves de Melo:

      Sim, houve uma queda na produção e filmes de qualidade do Netflix. Então eles estão tentando pegar mais cineastas pra fazer exclusividades…aguardem novos nomes..

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